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Arquivo de 5 de julho de 2010

Edilson Silva conversa com Rádio de Verdade

O apresentador do Balanço Esportivo da CNT, Edilson Silva, comentou sobre a Copa do Mundo da África do Sul, falou do legado que Dunga afirma ter deixado para a seleção e revelou que a sua volta ao rádio acontecerá em breve.

Edilson também falou de sua carreira e ainda afirmou que deseja que o seu programa na CNT tenha mais tempo aos domingos.

Ouça a entrevista concedida com exclusividade ao www.radiodeverdade.com

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Pelo resgate do verdadeiro Brasil.


Por Roberto Junior

São sempre os mesmos nomes. Seja nos clubes ou na Seleção, precisou de treinador e lá estão Felipão, Muricy Ramalho e Mano Menezes cotados para a vaga. Com toda justiça, diga-se de passagem, já que são treinadores dos mais vitoriosos do país. Mas será que agora um dos 3 medalhões é realmente a melhor opção para substituir Dunga no comando do Escrete Canarinho?

É quase unanimidade o fato de que o jogo pragmático, aliado a falta de jogadores talentosos, foi o principal problema brasileiro na África. Um time bom de contra-ataque, é verdade, porém previsível e sem opções de banco que pudessem alterar o panorama de uma partida resume bem o que foi a Seleção na Copa 2010.  Tudo fruto da visão de futebol de seu treinador.

Diante desse quadro, chegou-se à conclusão de que o futebol pentacampeão do mundo precisa retornar um pouco a suas origens. A eficiência moderna necessita se misturar a doses de arte e improviso, característica maior do Brasil dos gramados. E aí, é que entra a figura do novo técnico. O escolhido será o responsável por fazer essa milimétrica junção e, sobretudo, aproveitar a imensa categoria da geração de Neymar e Ganso.

Felipão, Muricy e Mano são ótimos comandantes, como dito acima. No entanto, guardadas as devidas proporções, os 3 compartilham da visão dunguística de que o importante é o resultado, independente dos meios utilizados para que ele seja alcançado. Ter um deles à frente da Seleção significaria uma melhora, sem dúvidas, mas, em essência, a equipe provavelmente tenderia a apelar ao pragmatismo tão criticado agora.

A função de treinador do Brasil não é lugar para experiências. Outro Dunga, leia-se Leonardo, com pouca bagagem de banco, constituir-se-ia escolha equivocada, todavia apostar, por exemplo, em Dorival Júnior seria uma boa tacada da CBF.

O santista não tem milhagem internacional, tudo bem. Mas sabe trabalhar com jovens e é ousado. A cara do nosso futebol.

Sei que a sugestão provocará risos na maioria. Faz parte. Aqui, quando o assunto é o esporte mais popular do mundo o conservadorismo ainda impera forte. Somos resistentes a mudanças e a novos conceitos. Foi assim, inclusive, que nos recusamos a aceitar a Holanda e a Espanha como forças do Mundial e agora  lá estão elas, na semi-final.

Dorival não é perfeito e está sujeito a erros. O que também acontece com o trio de queridinhos e aconteceu com Parreira e Zagallo, outras velhas águias que já passaram pelo cargo. Inovar com critério, é tudo que precisa agora a Seleção Brasileira. Chega de mesmice.

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O dia de quase morte do futebol arte

Por Carlos Alberto Gonçalves e Sérgio Santos

Era junho de 1982. Eu tinha acabado de chegar no Rio de Janeiro, em época difícil de nosso país. Era negritude absoluta no país dos militares. A cidade toda em verde-amarelo, as bandeirinhas de poste a poste e os rojões espalhando o cheiro de pólvora pelo ar.

Copa da Espanha. Do meu apartamento, eu vi Júnior sambando, vi Falcão e Zico. Vi os três gols de um Paolo Rossi que nada igual fizera antes daquele dia, e que nada igual faria depois. Com o perdão dos mais velhos, faço parte de uma geração para a qual o time de 82 foi o melhor.

Me desculpem os que sofreram com o gol de Gigia, em 50, numa tristeza meio osmótica, resultado do empilhamento de gente demais pra ver uma seleção apenas comum.

Em 82 em vi um monstro da narração esportiva encolher ao microfone. Ouvi um Luciano do Valle atônito, sem saber o que estava acontecendo. Vi meu pai chorar, chocado, estarrecido.

 Aquela seleção é grande parte da saudade que tenho da minha juventude. Zico, Sócrates, Júnior… e Telê. Aquele senhor de estilo durão, costeletas grisalhas e cara de boa gente me marcou uma geração. Tinha o mesmo carisma dos jogadores e era tão lembrado quanto eles. Montou o Estado da Arte em forma de seleção e me fez feliz, muito feliz – até Paolo Rossi fazer aquilo.

Certo dia ouvi Luís Mendes dizer que após o jogo, Telê entrara atrasado na coletiva. E foi aplaudido de pé pela crônica esportiva presente. Estava decretada, talvez, a morte do chamado Futebol Arte.

Telê, aquele senhor de trajes simples e topete esvoaçante, não demonstrou tristeza. Não lembro dessa cena. Foi o primeiro a ser chamado de Professor, como hoje é chamado qualquer um por seus comandados semi-analfabetos, com suas frases decoradas.

Telê Santana terminou sua vida de forma triste, pelo menos para mim. Sem parte da perna esquerda, sem parte da fala, esteve sedado na maior parte do tempo, acamado em Belo Horizonte. Numa cama, como minha mãe em 1982. Sua morte fez um pedaço daquela geração ir junto, com a tristeza daquele 82. O Professor se foi sem ter ganhado a Copa do Mundo com a melhor seleção que eu vi.

Inesquecível ouvir Fernando Calazans, respondendo a essa provocação da vida: Azar da Copa do Mundo!

A celebração do Futebol Brucutu e de resultados passa pela garganta na esperança de ver um triunfo que a genialidade não conseguiu. Hoje faz 28 anos do que pode ser considerado uma verdadeira tragédia do Sarriá, ao contrário da derrota anunciada do grupo de Dunga em 2010. Dia triste que traz felicidades que o tempo não permite mais.

*Carlos Alberto Gonçalves e Sérgio Santos

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Eis que Robinho ameaça…

De Dado Leal

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