Arquivo de 7 de julho de 2010
Só um passaria
Por Carlos Alberto Parizzi
A vitória da Espanha sobre a Alemanha, 1 a 0, não foi uma coisa imprevisível, mas não era considerado provável. Depois da excelente atuação alemã frente a Argentina, sua seleção entrava nesta partida com um certa vantagem de opiniões. Não chegava a ser um favoritismo. A Espanha está numa ótima temporada e eu apontava como uma das quatro finalistas da copa. Errei as outras três, Brasil, Argentina e Inglaterra. É um time que joga tocando a bola, valorizando sua posse, rodando o jogo de um lado para o outro, esperando a hora certa de dar o bote. Embora viesse vencendo seus jogos não dava sinais de ser aquele time diferenciado. Teve um começo mais ou menos. Começou a crescer a partir das oitavas. É um misto Real Madrid/Barcelona, com bons jogadores e bem entrosados. Aí alguém me perguntaria: “A Alemanha vinha encantando com seu futebol e apontada como a melhor seleção do mundial”. Certo, mas este sistema “mata-mata” proporciona alguns resultados considerados improváveis. Basta um time que vem muito bem estar num dia ruim e tudo que fez até aquela partida vai por água abaixo. Não que a Espanha não mereça ir à final, mas deixar a Alemanha de fora talvez tenha sido um castigo muito grande. Paciência. Só um pode seguir. Venceram os espanhóis e estão na final. Deverá ser um “jogaço”, Holanda e Espanha. Quanto a Alemanha poderá confirmar, contra o Uruguai, se a derrota para a Espanha foi um acidente de percurso ou não conseguiu manter o bom futebol até o fim.
* Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900 AM.
Cadê o show alemão?
Amanhã, faz 20 anos da morte do Cazuza.
Uma das músicas dele que eu mais gostava era “Faz Parte do meu Show”, tornada famosa pela novela “Vale Tudo”, aquela da Odete Roitmam. Lembram? “Te pego na escola e encho a tua bola, com todo meu amor”, dizia o primeiro verso da obra que, por vezes, me pego a cantarolar por aqui.
“Mas o que têm a ver música com futebol?”, vocês devem estar pensando.
Antes da semi-final de hoje, a Alemanha era o retrato da canção no gramado. Pegava o adversário na bola e enchia a sacola, não com amor, mas com gols.
A quem gosta de futebol bem jogado, fazia promessas malucas de atuações sensacionais. Um sonho bom, para aqueles que se acostumaram com o pragmatismo dunguístico.
Fez parte do show germânico na Copa.
Pena que as promessas, além de malucas, também foram curtas.
Hoje, não sei por qual razão, Joachim Loew travou sua equipe.
Tudo bem que Müller não jogou e a Espanha é um timaço.
No entanto, a nova Alemanha não precisava querer jogar como seus antepassados.
Se encarou a Argentina de peito aberto, poderia ter feito o mesmo contra a Fúria.
Enfim, não adianta lamentar. O ato final do Mundial definiu seus protagonistas. Merecidíssimos, por sinal.
Duas Seleções que, se não brilharam ainda, tocam a bola e têm talentos.
Por falar em talento, viva Cazuza!
Bruno e Macarrão se apresentam à polícia no Rio
O goleiro do Flamengo e um de seus funcionários se apresentaram nesta quarta-feira na Polinter do Andaraí. Junto com eles estava o advogado do jogador Michel Assef Filho.
Hoje de manhã, o pedido de prisão preventiva do jogador já havia sido expedido e desde então Bruno era considerado foragido. Para a polícia, se o Bruno continuasse solto, poderia atrapalhar o andamento das investigações.
Depois de prestarem depoimento na Polinter, Bruno e Macarrão foram encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Barra da Tijuca.
O advogado ainda não apresentou habbeas corpus para que Bruno possa acompanhar o restante das investigações em liberdade.
Segundo o desembargador Roberto Zveiter, Bruno tem contas a acertar com o estado do Rio de Janeiro e somente será encaminhado a Belo Horizonte se for considerado culpado pela polícia mineira.
Ainda não se pode afirmar se Bruno é culpado ou inocente, mas vale se destacar que um belíssimo trabalho de furo de reportagem da imprensa mudou todo o rumo da investigação policial.
O Rádio de Verdade vai continuar acompanhando o caso do goleiro até a sua conclusão.
Ministro Orlando Silva Júnior continua promovendo farra com dinheiro público
Por JOSÉ CRUZ
Com o Brasil fora do Mundial da África do Sul, o ministro do Esporte, Orlando Silva, continua fazendo a festa na Esplanada dos Ministérios, gastando por conta da Copa 2014.
Especialista em contratos sem licitação – mas “tudo dentro da lei” –, ele autorizou sua assessoria a liberar R$1,4 milhão para – tome fôlego, leitor:
“Contratação dos serviços de implantação da solução de Gestão de informação e participação colaborativa que será adotada para acompanhamento e controle do Plano diretor da Copa 2014”.
Ufa! Entenderam? Tudo muito claro, não é mesmo?
Quem vai se dar bem no contrato “sem licitação” é a empresa Calandra Soluções S.A, do Rio de Janeiro, que receberá exatos R$ 1.457.400,00 do dinheiro do contribuinte, para um trabalho cujo resultado nunca se conhecerá, pois não servirá para absolutamente nada.
Os detalhes dessa despesa estão no processo n º 58701000725201061 .



