Arquivo de 10 de julho de 2010
Parecia uma final
Por Carlos Alberto Parizzi
E aquele polvo “mala” acertou de novo. Não entende nada de futebol, mas em matéria de vidência, vou te contar. Brincadeiras a parte, Alemanha e Uruguai foi um jogaço. Cheio de alternativas e nunca decidido antes do apito final. Até o último lance a partida poderia ter mudado com aquela cobrança incrível do uruguaio Forlán no travessão. Já que falei em Forlán, que copa incrível fez ele. Com justiça está entre os 1º melhores podendo ser o melhor da competição. Brigará com o espanhol Iniesta e o holandês Sneidjer. Na realidade o Uruguai foi a grande surpresa da copa. Entrou desacreditada, ninguém arriscou colocar os uruguaios entre os oito melhores do mundo, quanto mais entre os quatro. No jogo deste sábado, na disputa pelo terceiro lugar, aprontou outra surpresa. Com uma motivação extraordinária venderam caro, mas muito caro mesmo, a derrota.
O goleiro uruguaio, Muslera, foi infeliz em dois lances que terminaram em gols alemães. Mas não podemos creditar a vitória alemã simplesmente as falhas adversárias. É uma seleção que reuniu jogadores jovens, uma safra muito boa, que certamente estará aqui no Brasil, em 2014. O que mais me impressionou-nos alemãs foi a habilidade técnica. Vi jogadores dando dribles que eram privilégios do futebol sul-americano, principalmente o nosso. Isso aliado a disciplina tática fez da seleção alemã um grande time. De qualquer maneira alemães e uruguaios terminaram a copa do mundo de parabéns, merecedoras do que fizeram.
Agora é esperar a grande final amanhã. Torço pela Holanda, embora meu palpite seja a Espanha. Vamos ver quem vence, o coração ou a razão.
* Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900AM.

