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Arquivo de 18 de julho de 2010

Ricardo Teixeira enfrentará movimento da sociedade civil contra sua gestão pela primeira vez

Ex-Presidente da Bovespa, Rocha Azevedo lança o coro: “Tira Teixeira”

Pela primeira vez em mais de 20 anos, Teixeira enfrentará um movimento de resistência encampado pela sociedade civil.

O articulador da campanha TT, de Tira Teixeira, é Eduardo Rocha Azevedo, ex-Presidente da Bovespa e um dos fundadores da BM&F.

“O pessoal que dirige a CBF não tem credibilidade para fazer uma Copa do Mundo”, avalia.

Por que promover uma campanha pela renovação da CBF ?

Porque quem está no poder é incompetente.

Basta avaliar o desempenho da Seleção Brasileira, que foi a Copa sem comando.

Todos os erros que foram cometidos no passado se repetiram e qual é a desculpa ?

“Ah, 2014 será nossa Copa”.

Como ?

O pessoal que hoje dirige a CBF não tem credibilidade para fazer uma Copa do Mundo.

A critica se concentra exclusivamente no desempenho da Seleção ?

Não, é pela falta de transparência, pela ausência de democracia.

O Brasil só conseguiu crescer depois que nós trouxemos o sistema democrático, com alternância de poder.

A CBF não cresceu.

Ela cresceu em arrecadação, na cota de patrocínio, mas mantém uma dinastia arcaica.

O feudo vem de João Havelange, que passa o poder ao genro.

E lá se vão 50 anos com o mesmo pessoal.

Ninguém mexe com eles.

Perdeu a Copa ?

No máximo a culpa é do Dunga, é do Jorginho, é do Felipe Mello.

Para mim, não.

A culpa é de quem manda, é do Ricardo Teixeira.

Daí o slogan do movimento…

Exato.

Se quisermos fazer uma Copa em que o povo brasileiro possa acreditar, tem de ser pelas mãos de outra pessoa.

Não pode ser esse senhor ai.

Por isso comecei a campanha TT, Tira Teixeira, e espero que as pessoas espalhem pelo Twitter, por blogs, do jeito que der.

Quem não consegue organizar uma seleção não pode organizar uma Copa.

Outro dia, vi no jornal uma coisa que até me assustou.

Como o Brasil é muito grande, a FIFA quer dividir o país em quatro centros para as Seleções não terem de viajar muito.

Teixeira vai dividir o Brasil em capitanias hereditárias, resta agora saber quem serão os donatários.

Outro absurdo é a composição do Comitê Organizador Local (COL), na qual apenas cinco pessoas apitam além do Teixeira: sua filha e quatro parceiros de longa data.

Qual é o risco que corremos ?

Desperdiçar dinheiro público.

Porque não é só estádio.

É estrada, transporte coletivo. Não temos a mesma capacidade de investimento de um país desenvolvido, mas querem que o Brasil construa Arenas monumentais.

Estive na África, e o choque cultural é uma barbaridade.

Eu achei que tinha melhorado com esta história da Copa, mas não.

Ou então era muito pior.

Que choque é esse que o senhor presenciou ?

Há uma diferença muito grande entre negros e brancos.

Mas a população pobre, independentemente da cor, não tem nada, é miséria absoluta.

Então a FIFA impõe que a cidade faça um novo estádio, gaste bilhões de dólares.

Veja o caso do Brasil.

Cuiabá é uma cidade sede, vai fazer um estádio a custo de R$ 400 milhões, num lugar que não tem nem futebol.

Quantos times do Mato Grosso estão jogando na Série A do Campeonato Brasileiro ?

Não tem.

Em vez de pegar este recurso e gastar com outra coisa, que vá suprir as necessidades da população, vão gastar num estádio.

Para que ?

Como a FIFA exige que o Brasil faça um mundial como se fossemos os Estados Unidos ?

Ela não está nem ai parta o interesse público.

E alguém tem que enfrentar esta situação.

*DA REVISTA CARTA CAPITAL

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Jornalista inglês que acusou Ricardo Teixeira e João Havelange por corrupção irá ao Rio de Janeiro

Além de trazer o jornalista inglês Andrew Jennings para o seu Congresso em São Paulo, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também promoverá uma palestra dele no Rio de Janeiro junto com  Jorge Antonio de Barros, editor de Rio do jornal “O Globo”.

Será no auditório do jornal O Globo, no dia 4 de agosto próximo, a partir das 10h da manhã e com entrada gratuita – basta se inscrever no link abaixo.

Abraji
11 2581.0699

Investigação em esportes

Data: 4/8, das 10h às 12h30

Local: Rua Irineu Marinho, 35

http://www.abraji.org.br/cursos/esporte/convitefree.php

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Megafone

Nota 10!

Para a entrevista que Luiz Torquato fez com Vanusa, no Agito Geral da Rádio Globo Brasil neste sábado. Apesar do comunicador ainda não substituir Daniel Penna-Firme no mesmo nível, fez um excelente resgate da história da cantora, que há tempos vem sendo vítima de chacota após ter errado feio cantando o hino nacional perante parlamentares paulistanos.

Riso na Super Rádio Tupi!

Vale a pena conferir o Companhia do Riso, nas noites de sábado da Super Rádio Tupi. É uma boa solução para quem gosta de ouvir piadas no rádio, no sábado de noite. Há pequenos exageros, mas o humor é garantido.

Eurico longe do Vasco.

O ex-presidente do Vasco da Gama chegou no estádio da Portuguesa da Ilha do Governador neste sábado (jogo entre Portuguesa e Agra, decidindo a permanência da lusa na série B do Carioca). Eurico tirou fotos, foi bajulado por torcedores e dirigentes, fumando seu famoso charuto. O locutor Garcia Júnior e Eurico se tratavam intimamente, com direito a tratamento de “doutor” para todos os lados. O detalhe é que o Vasco jogou com o Atlético-PR no começo da noite, em São Januário. ”Tio Eurico” (como chamou um adolescente no estádio, preferiu) preferiu curtir o Arraiá que houve no ginásio da Portuguesa. Quem diria…

Eraldo outra vez?

No último Enquanto a Bola Não Rola o canhotinha Gérson cumprimentou Eraldo Leite dizendo que votou no trepidante e votará novamente. O diretor (da ACERJ) Jorge Eduardo  já revelou que não pretende fazer parte de um novo pleito. Há clamores de alguns radialistas pela candidatura de Wagner Menezes, da Super Rádio Tupi. Outros querem Pedro costa novamente. Já há pequenos grupos se organizando para apontar uma quarta opção. Eleição quente no futuro?

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Djavan

Da relação de uma negra com um neerlando- brasileiro, nasceu  Djavan Caetano Viana, em 27 de Janeiro de 1949, em Maceió. Como quase todos aqueles que não nasceram em berço dourado, Djavan passou por muitas funções. Chegou a ser  meio-de-campo do CSA (Centro Sportivo Alagoano) e nessa época aprendeu sozinho a tocar violão, ouvindo, olhando e acompanhando as cifras em revistas, no jornaleiro. Ele tomou a natureza e o folclore nordestino como influência para suas composições. Abandonando seus estudos, teve que trabalhar em empregos de pequeno porte. Ainda em sua cidade natal aos dezoito anos, ele formou o grupo LSD (Luz, Som, Dimensão), que as canções abrangiam o repertório dos Beatles onde tocavam em vários locais como bailes nos clubes, praias, igrejas, etc. Aos dezenove anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se apenas à música

Djavan começou a ficar conhecido a partir de conquistar o 2º lugar no Festival Abertura transmitido pela Rede Globo com a canção “Fato Consumado”, seu primeiro compacto chegou quatro meses depois, com as canções “E Que Deus Ajude”, “Um Dia”, “Rei do Mar” e “Fato Consumado”, a partir daí a Somlivre que o havia contratado somente para interpretar canções para integrarem trilhas de novelas da Rede Globo, começou a produzir seu primeiro álbum que trouxe o “carro-chefe”: “Flor de Lis” que se torna um grande hit nas rádios, produzido por Aloysio de Oliveira.

Depois de algum tempo fez shows solos por durante três meses para a boate 706, posteriormente sairia da Somlivre integrando-se a Odeon. Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978 , posteriormente recebe o subtítulo de “Cara de índio” (a primeira faixa do álbum). Além de “Cara de Índio” que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção “Álibi” que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma interprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias), entre outras canções seriam do mesmo álbum seriam regravadas: “Dupla Traição” por Nana Caymmi e “Samba Dobrado” por Elis Regina no Mountrez Jazz Festival. Djavan também gravou um videoclipe da canção “Serrado” para o programa Fantástico da Rede Globo mesmo não estando mais na Somlivre a fazendo se tornar mais um sucesso do artista, entre outras canções significantes ao álbum está “Nereci” estando em variadas coletâneas internacionais, sendo classicada na maioria como uma canção dancante.

Trata-se de um dos maiores compositores do cancioneiro nacional. As composições de Djavan já foram gravadas no exterior por artistas como Al Jarreau, Carmem McRae, The Manhattan Transfer. No Brasil já foi mão-de-obra para nomes como Gal Costa, Dominguinhos, Jane Duboc, Os Paralamas do Sucesso, Simone, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Rosa Passos, Daniela Mercury, Chico Buarque, Chico César, Caetano Veloso, Leila Pinheiro, Luciana Mello, Ed Motta, Beth Carvalho, Joyce, João Donato, Johnny Alf, Leila Pinheiro, Lenine, Elba Ramalho, João Bosco, Leny Andrade, Banda Eva, entre outros.

No vídeo acima, Djavan canta Milagreiro, no DVD de mesmo nome. O detalhe é que a há uma gravação da mesma música (Milagreiro) em parceria com a saudosa Cássia Eller. Você pode conferir o áudio abaixo.

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