Arquivo da categoria ‘Roberto Junior’
“Era Dunga”, para sempre, descanse em paz.
O Brasil foi campeão em 94 com dois volantes “brucutus”. O mundo inteiro copiou.
Em 98 e 2002, não havia Zidanes, Ronaldos e Rivaldos o bastante, espalhados por aí, que permitissem às outras Seleções absorverem as principais virtudes dos vencedores daquelas Copas.
Em 2006, foi pior ainda. Retrancada, como de costume, a Itália ensinou ao Planeta Bola a “arte” – modo irônico ligado ao máximo – de jogar no “3-6-1″.
É histórico. Ganhou o Mundial, ditou a moda nos gramados nos próximos quatro anos.
E tomara que seja mesmo assim agora, com a bela Espanha de Xavi, Iniesta e tanta gente boa.
Vamos valorizar a posse de bola e trocar passes açucarados.
Vamos escalar nossas meiúcas só com quem sabe o que fazer com a pelota.
Para que três zagueiros, se queremos é marcar gols?
Didático o sucesso da Fúria nos gramados africanos.
Lição de que se pode sim conquistar títulos importantes, sem abrir mão da ofensividade.
Neste domingo, 11 de julho de 2010, não foram vencedores apenas os 23 jogadores espanhóis ou os milhões de torcedores que vibraram em Madrid e no restante do país ibérico.
Holandeses, por 74, nós, brasileiros, por 82, dinamarqueses, por 86, camaroneses, por 90, e todos aqueles que valorizaram o futebol-arte depois de 1970 estão de alma lavada.
Quem jogou bonito, enfim, venceu.
Que a “Era Dunga”, para sempre, descanse em paz.
Por Roberto Junior
Cadê o show alemão?
Amanhã, faz 20 anos da morte do Cazuza.
Uma das músicas dele que eu mais gostava era “Faz Parte do meu Show”, tornada famosa pela novela “Vale Tudo”, aquela da Odete Roitmam. Lembram? “Te pego na escola e encho a tua bola, com todo meu amor”, dizia o primeiro verso da obra que, por vezes, me pego a cantarolar por aqui.
“Mas o que têm a ver música com futebol?”, vocês devem estar pensando.
Antes da semi-final de hoje, a Alemanha era o retrato da canção no gramado. Pegava o adversário na bola e enchia a sacola, não com amor, mas com gols.
A quem gosta de futebol bem jogado, fazia promessas malucas de atuações sensacionais. Um sonho bom, para aqueles que se acostumaram com o pragmatismo dunguístico.
Fez parte do show germânico na Copa.
Pena que as promessas, além de malucas, também foram curtas.
Hoje, não sei por qual razão, Joachim Loew travou sua equipe.
Tudo bem que Müller não jogou e a Espanha é um timaço.
No entanto, a nova Alemanha não precisava querer jogar como seus antepassados.
Se encarou a Argentina de peito aberto, poderia ter feito o mesmo contra a Fúria.
Enfim, não adianta lamentar. O ato final do Mundial definiu seus protagonistas. Merecidíssimos, por sinal.
Duas Seleções que, se não brilharam ainda, tocam a bola e têm talentos.
Por falar em talento, viva Cazuza!
Pelo resgate do verdadeiro Brasil.
Por Roberto Junior
São sempre os mesmos nomes. Seja nos clubes ou na Seleção, precisou de treinador e lá estão Felipão, Muricy Ramalho e Mano Menezes cotados para a vaga. Com toda justiça, diga-se de passagem, já que são treinadores dos mais vitoriosos do país. Mas será que agora um dos 3 medalhões é realmente a melhor opção para substituir Dunga no comando do Escrete Canarinho?
É quase unanimidade o fato de que o jogo pragmático, aliado a falta de jogadores talentosos, foi o principal problema brasileiro na África. Um time bom de contra-ataque, é verdade, porém previsível e sem opções de banco que pudessem alterar o panorama de uma partida resume bem o que foi a Seleção na Copa 2010. Tudo fruto da visão de futebol de seu treinador.
Diante desse quadro, chegou-se à conclusão de que o futebol pentacampeão do mundo precisa retornar um pouco a suas origens. A eficiência moderna necessita se misturar a doses de arte e improviso, característica maior do Brasil dos gramados. E aí, é que entra a figura do novo técnico. O escolhido será o responsável por fazer essa milimétrica junção e, sobretudo, aproveitar a imensa categoria da geração de Neymar e Ganso.
Felipão, Muricy e Mano são ótimos comandantes, como dito acima. No entanto, guardadas as devidas proporções, os 3 compartilham da visão dunguística de que o importante é o resultado, independente dos meios utilizados para que ele seja alcançado. Ter um deles à frente da Seleção significaria uma melhora, sem dúvidas, mas, em essência, a equipe provavelmente tenderia a apelar ao pragmatismo tão criticado agora.
A função de treinador do Brasil não é lugar para experiências. Outro Dunga, leia-se Leonardo, com pouca bagagem de banco, constituir-se-ia escolha equivocada, todavia apostar, por exemplo, em Dorival Júnior seria uma boa tacada da CBF.
O santista não tem milhagem internacional, tudo bem. Mas sabe trabalhar com jovens e é ousado. A cara do nosso futebol.
Sei que a sugestão provocará risos na maioria. Faz parte. Aqui, quando o assunto é o esporte mais popular do mundo o conservadorismo ainda impera forte. Somos resistentes a mudanças e a novos conceitos. Foi assim, inclusive, que nos recusamos a aceitar a Holanda e a Espanha como forças do Mundial e agora lá estão elas, na semi-final.
Dorival não é perfeito e está sujeito a erros. O que também acontece com o trio de queridinhos e aconteceu com Parreira e Zagallo, outras velhas águias que já passaram pelo cargo. Inovar com critério, é tudo que precisa agora a Seleção Brasileira. Chega de mesmice.
A hora de Messi
Diego Maradona não foi um grande craque apenas pelo seu talento com a bola nos pés, mas, sobretudo, por sua capacidade de se destacar nos momentos decisivos. Foi assim em 86, nos duelos contra Inglaterra, Bélgica e Alemanha.
Lionel Messi já é um grande craque. Tal como seu hoje treinador, a pequenina “Pulga” se destaca pelo brilho nas horas complicadas. Só que, diferentemente do seu mestre, ainda há um porém em sua trajetória: falta a explosão defendendo as cores da Seleção Albiceleste. Pelo menos essa é a reclamação de seus críticos e secadores mais severos.
Disposto a encerrar de vez o falatório, Messi chegou a África inspirado. Boas apresentações contra Nigéria e Coreia do Sul pareciam encerrar de vez as insolentes dúvidas a respeito de sua categoria. No entanto, bastou uma atuação apenas razoável contra o México para que o som das vuvuzelas voltassem a atormentar seus ouvidos. “É uma decepção”, cornetaram logo alguns sábios do futebol.
Sábado, a Argentina encara seu maior desafio no Mundial. O adversário, a Alemanha, é a melhor equipe da competição até aqui. É jovem, vibrante, tem uma defesa segura, um meio-campo onde todos sabem jogar e um ataque em estado de graça. Seria favoritíssima à vaga, caso do outro lado do campo não estivesse o herdeiro do trono de Maradona.
Não que a tarefa de Messi seja tão árdua quanto a de Dieguito há 24 anos. A Argentina de agora, com feras do calibre de Tévez, Verón e Higuaín é muito melhor do que era a de Ruggeri, Burruchaga e Valdano, e, claro, companhia qualificada sempre ajuda. Entretanto, o aguardado confronto de campeões é a hora certa para que o jogador do Barcelona desencante de vez e se firme definitivamente como o melhor jogador da atualidade.
Escrevi uma vez que “Leo” se tornara o Pelé da minha era e assim como meu pai me contava as façanhas do Rei, eu narraria as do argentino a meu filho. Mantenho firme a opinião, mas confesso que falta um capítulo importante na história : o da Copa do Mundo.
Quem sabe seu marco inicial não será o dia 03 de julho de 2010…
*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.
Supervalorizados ou apenas em má fase?
Por Roberto Junior
O assunto aqui seria Cristiano Ronaldo, apenas. Não dava para passar em branco depois da péssima atuação do ex-melhor do mundo, diante da Espanha.
“Enganador”, “puro Marketing” e “apenas um jogador normal”, foram somente algumas das expressões pejorativas que ouvi nesses poucos minutos pós o confronto ibérico das oitavas. Exageradas e injustas, por enquanto. Não só por já ter feito bastante coisa boa dentro de campo o marrento português, mas, sobretudo, por que se as levarmos mesmo a sério precisaremos extendê-las a outras estrelas apagadas da Copa, inclusive uma bem querida dos brasileiros.
Além do tal CR7, Messi, Kaká, Fernando Torres, Ribéry e Rooney eram os maiores candidatos a “fera” do Mundial. Desses, só o pequenino argentino corresponde. Ah, mas e Kaká? Gritarão os patriotas de plantão. Pois bem, Kaká até aqui se comporta como um jogador normal, que ganha importância devido à mediocridade de seus companheiros.
Há claro os chamados atenuantes para o crime de “lesa-confiança do torcedor”. Alguns voltaram há pouco de contusão, um – Ribéry – atuou por uma Seleção que foi uma verdadeira panela de pressão, outro – Rooney – tinha que se virar ao lado das malas Defoe e Heskey, mas no balanço final não existe como esconder um certo sentimento de decepção para com os craques do mundo futebol.
Pare tudo agora, pense rápido e fale em voz alta o nome do melhor jogador do Mundial. Özil? Müller? Foram os que vieram à mente. Nomes que há pouco mais de 15 dias não estavam nem no segundo escalão, formado, entre outros, por Gerrard, Lampard, péssimos das pernas e Fábregas, que nem entrando em campo está.
Má fase? Ou supervalorização mesmo? A resposta definitiva a gente confere nos próximos campeonatos.
Dunga e os pendurados…
Por Roberto Junior
Juro a vocês que a ideia principal desse texto era elogiar Dunga pela “coragem” de escalar Ramires, ao invés de Josué, no lugar do machucado Felipe Melo. Embora não tenha sido brilhante, o ex-cruzeirense deu outra cara ao meio-campo desse Brasil cada vez mais mortal na arte de contra-atacar. Mas como o Sr. Carlos Verri parece não saber viver sem uma “cornetada”, aí vai: ô professor, por que tu não tiraste os pendurados logo que o time abriu 3 a 0?
No mais, os canarinhos foram bem. Depois de um começo de partida complicado, o gol achado na cabeça de Juan tranquilizou as coisas. Do jeito que Kaká e companhia gostam, os suicidas chilenos viraram presa fácil para as saídas em velocidade que resultaram nos tentos que definiram um 3 a 0 até certo ponto tranquilo, mas que não deve servir de parâmetro para o confronto contra a Holanda na próxima sexta-feira.
Não que os laranjas façam uma Copa brilhante até aqui. Pelo contrário. Surpreendentemente pragmáticos, parecem estar cansados de “sempre encantar, mas nunca ganhar”. Que tenhamos então cuidado com eles.
No entanto, mesmo diante do talento de nomes como Robben e Sneijder acho que a Seleção de Dunga entrará em campo carregando o favoritismo, não só pelo peso da camisa, mas, sobretudo, pela segurança da defesa e pela matreirice de matar o rival na hora exata.
É claro que as coisas podem ser mais fáceis, dependendo do onze que o treinador mandará a campo. Felipe Melo, ficou nítido, não pode ser titular. Se Ramires, suspenso, não pode jogar, que se coloque, por exemplo, Dani Alves ali de segundo volante. Há que se criar alternativas também a um eventual bloqueio aos laterais, principalmente Maicon, travado em uma parte da peleja por Mark González.
Foi boa de verdade a vitória brasileira, em que pese a burrice de “Loco” Bielsa, que mandou seus comandados de cabeça no precipício ao tentar armar uma blitz contra o Brasil mais alemão da História.
Humildade, raça e vibração. Se falta um tantinho de talento, sobram essas virtudes para os Dunga Boy’s. Que eles se mantenham assim, pois o dia 11 de julho é um céu perfeitamente alcançável.
O futebol informa: camisa não ganha Copa!

O vexame dos atuais campeões mundiais foi um prato cheio para a imprensa italiana. O Gazzetta Dello Sport sempre criticou a seleção de Lippi e destacou que os "heróis" voltam para casa com vergonha.
Por Roberto Junior
Todo setor de trabalho tem aquele funcionário que se acha dono do lugar. Se há uma promoção ele a quer, se existe uma viagem em vista é ele quem merece ir e, pior, se chega um colega de trabalho novo, coitado, ele não ensina nada. Acontece com todo mundo e, mal comparando, no futebol também é assim.
Véspera de Copa do Mundo é sempre a mesma coisa. Favoritos? Brasil, Alemanha, Argentina, Itália, França, Inglaterra e, de uns anos para cá, Espanha e Holanda são os nomes repetidos por 10 entre 10 apostadores. Zebras? “Ah, ninguém não, na hora H a camisa pesa”, é o provérbio mais utilizado para se descartar qualquer possibilidade de surpresa no Mundial.
Façamos, porém, uma breve defesa daqueles que creem na mesmice futebolística. As estatísticas demonstram realmente que para efeito de título, os papões se revezam. Intrusos como a Bélgica, em 86, a Bulgária e a Suécia, em 94, ou a Croácia, em 98, aprontam, no máximo, até as semi-finais. Está lá claro na frieza dos números.
No entanto, como tudo no mundo, o esporte mais popular da Terra é sujeito a mudanças. O Muro de Berlim caiu, agora a China bebe Coca-Cola – Adorava o RPM – e até nosso país possui uma economia estável. Por que então acreditar que o futebol não sofreria mudanças em sua ordem mundial?
A primeira a provar o amargo sabor dos novos tempos foi a França, despachada para casa por Uruguai e México. Em que pesem os muitos problemas internos, nada garante que os Bleus traçariam caminhos felizes mesmo se estivessem em paz.
Outros grandes sofrem junto.
Alemães e ingleses, por enquanto, apenas fizeram para o gasto e terão que se matar nas oitavas, o que pode ocorrer com brasileiros e espanhóis, caso a Fúria consiga a classificação diante do bom Chile – uma eliminação precoce não seria surpresa.
Da Itália, melhor nem falar. Participação lamentável dos atuais campeões, diferentemente da Argentina que, embora jogando o futebol mais agradável até aqui, corre risco contra o perigoso México.
Em algumas empresas, hoje em dia, ainda vale a política do “tempo de casa”. Todavia, várias delas, as mais competitivas inclusive, procuram valorizar a competência ao invés dos “anos de serviço”. Dessa forma, não é absurdo imaginar que os deuses do futebol estejam tomando umas boas aulinhas de Gestão Empresarial e querendo repassar a lição de que apenas camisa não ganha jogo. Que Brasil , Argentina e Holanda, os tranquilos sobreviventes, abram os olhos!
*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.
Livre-arbítrio
Por Roberto Junior
A Globo é manipuladora, é cruel, é “malvada”, como diria uma criança pequena. E não é de hoje.
No entanto, essa mesma Globo continua líder de audiência no país.
Reclamamos, reclamamos, reclamamos, mas continuamos a engolir de bom grado as porcarias que ela nos empurra goela abaixo.
BBBs, novelas que retratam realidades utópicas e outras drogas mais, são as opções do cardápio utilizado na hora de opilar o telespectador.
Até no futebol é assim.
Galvão Bueno é chato, fala besteira e é marrento. O que fazer com um cara desse? O melhor seria simplesmente ignorá-lo, não? Aqui no Brasil é diferente. Quem é bobo ganha audiência, cartaz e capa de revista. Vira celebridade.
Ser rebelde sem causa não adianta. Xingar, brigar, espernear, mas continuar alimentando a futilidade em nada contribui.
Por que não paramos de assistir ao Plim-Plim, então? Por que não torcemos pela Seleção em outra emissora? Por que, simplesmente, não tiramos todo o volume da TV? Por que perdemos tempo em criar “Trend Topics” “Cala a Boca Fulano de Tal”?
Toda empresa quando vai vender algum produto faz pesquisas de mercado para verificar se esse será bem aceito. Resumindo, ela procura vender aquilo que a maioria gosta. A Globo, é claro, também deve agir assim. Por que não dizer dessa forma que a mais nova inimiga nacional é um autoretrato distorcido do país?
Não sou nerd, muito menos intelectual e, confesso, já me deliciei – e me delicio – com bastante coisa inútil na telinha. Nem só de seriedade vive o homem. Todavia, não saio por aí tweetando, blogando ou esbravejando palavras de ordem contra o demônio global.
Quando me sinto incomodado mudo de canal ou, apenas, desligo a televisão. Fazer o que quiser, é o tal do livre arbítrio, prerrogativa a qual todos nós temos direito.
Valeu!
*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.
Babaca
Por Roberto Junior
Nem quando convence Dunga consegue relaxar.
Mal-educado, rancoroso, grosso, imbecil, ignorante, burro. Escolha aí o adjetivo. Qualquer um deles qualifica de forma sublime o técnico de futebol Carlos Verri.
O Brasil jogou bem, redescobriu seu artilheiro e até o craque do time deu o ar da graça de novo. Para que então xingar um jogador adversário e balbuciar impropérios a um jornalista?
Dunga quer ser um general para seus atletas. Pensa que comandar é somente ser durão ou isolar sua tropa. Não, não é. Comandar é inspirar, é trazer confiança. Mas o treinador dessa equipe de amarelo que joga a Copa só estimula raiva, vide o comportamento do experiente e sempre tranquilo Kaká.
Desculpem aqueles que defendem que se essa equipe vencer, será o país também o vencedor. Mentira. Se esse onze triunfar na África, a vingança é que retornará ao Brasil com o título.
E pensar que toda essa lavagem cerebral é estimulada por uma parte da mídia. Que guerreiros nada! Guerreiro é você que acorda todo dia e pega trem lotado em troca de alguns trocados para sustentar a família.
Dunga pensa ser um Patton ou um Eisenhower, mas na verdade é um daqueles antigos coronéis do sertão, retratados nas novelas, de visão obtusa e que “manda passar fogo” em quem o contraria. Não sabe ouvir e não respeita a opinião alheia. É um babaca, na acepção da palavra.
Na vida, infelizmente, a babaquice às vezes ganha. Em todo lugar é assim, inclusive no futebol. No entanto, aconteça o que acontecer na Copa 2010, esse personagem criado por Lazaroni e fortificado por Parreira, será por toda a eternidade um dos maiores erros do futebol brasileiro.
Por mais que ele insista em balbuciar o contrário.
Uma boa tarde e um abraço a todos!
Bateu saudade do Brasileirão.
Copa não é só futebol. O show de imagens, as comemorações inusitadas e a emoção na execução dos hinos também fazem parte da receita que torna o Mundial, a meu ver, o maior espetáculo esportivo da Terra. E nisso, a África 2010 tem sido virtuosa.
No entanto, por mais que tentemos encontrar justificativas para continuarmos ligados na TV acompanhando os jogos, não há como disfarçar a sensação de que tudo poderia ser um pouquinho melhor dentro de campo.
A cada dia, acordo torcendo para que os 3 jogos da rodada sejam de encher os olhos, independentemente de quem esteja em campo. Pode ser a Argentina, pode ser a Alemanha, pode ser a Espanha, não interessa. Atuou procurando o gol? Estou lá vibrando a favor.
Hoje, por exemplo, levantei ansioso por ver a Holanda em ação contra o Japão. “Sneijder, Van Persie e os demais laranjas vão, finalmente, arrebentar”, pensei. Me enganei, ou melhor, me enganou feio o time de Bert Van Marwik. Jogo murcho, de muito toque de lado, um segundo tempo melhorzinho, apenas e, no final, outro mísero 1 a 0 no placar.
“Ninguém quer se arriscar”, “as Seleções são calculistas”, “o ideal é jogar no contra-ataque”, são as explicações mais frequentes para o pobre desempenho dos artistas da bola até aqui. Porém, acho que não é bem por aí. A ruindade, não existe outro termo, para o que tem se visto nos gramados africanos é reflexo da falta de qualidade da maior parte dos atletas, vide a dificuldade encontrada para se adaptar à Jabulani.
Outro ponto que deixa a desejar é a plateia que vai aos estádios. Não pela quantidade ou pelo perfil. É claro que quem vai à Copa, em sua maioria, não é aquele mesmo cidadão que assiste aos jogos do clube, pelo menos aqui no Brasil. E não é culpa deles. Não é crime nenhum usufruir do dinheiro que se ganha honestamente. Mas, sem dúvidas, a festa das arquibancadas do Maracanã e de outras praças do país já faz falta.
A Copa está longe de acabar e a segunda rodada trouxe uma pitadinha de esperança para quem aprecia futebol de primeira, entretanto confesso a vocês que a saudade do Brasileirão começou a apertar.
Um bom sábado e um abraço!








