Arquivo da categoria ‘Sérgio Santos’
José Carlos Araújo na Rádio Nacional
Esta uma histórica entrevista concedida a Carlos Borges no programa Papo de Esporte, numa quinta-feira, dia 28 de outubro de 1999.
É de grande valia publicarmos esse áudio, já que se trata de um longo papo com o locutor que revolucionou a linguagem no rádio e que está na Rádio Globo do Rio desde 1984 (ano que marca a saída conturbada de Jorge Curi da Globo e a saída de Garotinho da Nacional, após sete anos).
Agradecemos ao nosso internauta Nagib Pachá Jr. por ter cedido gentilmente este áudio. Interessados em compartilhar áudios históricos, mandem e-mail para radiodeverdade@radiodeverdade.com.
Carlos Alberto: Prancheta do “dono do Vasco”
Hoje é segunda-feira, dia de ver a prancheta do craque. Do “dono do Vasco”, mais precisamente.
Até aqui o “dono do Vasco” fez apenas 20 partidas com a camisa vascaína no ano de 2010. Foram 1424 minutos. O goleiro Fernando Prass fez 1600 só no Campeonato Carioca.
Carlos Alberto jogou…
três partidas em janeiro (o Vasco, cinco);
três em fevereiro (o Vasco, sete);
duas em março (o Vasco, oito);
quatro em abril (o Vasco, cinco);
uma em maio (o Vasco seis);
nenhuma em junho (o Vasco, duas);
zero em julho (o Vasco, quatro);
quatro em agosto (o Vasco, seis);
três em setembro (o Vasco, sete);
NENHUMA em outubro (o Vasco, CINCO).
Ou seja…
Em janeiro e fevereiro, cada partida do CA19 saiu por R$ 126,6 mil;
em março subiu para R$ 190 mil;
em abril, cada um dos quatro jogos custou R$ 95 mil;
em maio, a “bagatela” de R$ 380 mil;
em junho e julho, ganhou para não jogar;
em agosto, voltou a R$ 95 mil;
em setembro, subiu para R$ 126,6 mil
e em outubro, ao que parece, receberá para não jogar!
Tal levantamento não significa algo contra o talentoso jogador, que faria a diferença no time vascaíno.
Claro: ele está contundido. Falta exames, é sabido. Esse é o “Novo Vasco”.
Pelé. Sim, ele é humano!
Certa vez o saudoso Paulo Francis disparou em um dos seus artigos um clichê que sobrevive há nos. “Se o povo do Brasil pensasse 1% do que faz com o futebol, estariam em situação melhor”. Francis já era o polemista radicado em Nova York, grande crítico da cultura popular e odiava o nobre esporte bretão.
Mas, o que faz do Brasil um lugar a ser visitado? O que merece destaque ? Ah, aqui tem leis, que não são cumpridas, diriam uns. Aqui tem impunidade para corruptos, diriam outros. Aqui tem brasileiros, de costumes típicos, únicos, fanáticos por futebol. Aqui tem o maior jogador desse esporte em todos os tempos. Esse senhor fará 70 anos em breve. Ver seus lances geniais 70 vezes não satisfaz a visão de quem admira a dança do futebol tupiniquim.
Houve um tempo que a esquerda da política brasileira defendia o abandono do futebol, pois era justamente esse fanatismo que adiava em anos a sonhada revolução socialista, apimentada pelos discursos de Moscou e a Guerra Fria escancarada. Claro, dia de jogo da seleção brasileira na Copa era impossível resistir. A foice e o martelo paravam pra ver Pelé bailar com a gorducha nos gramados.
E o “negão” é conhecido por parar uma guerra, enfartar quase uma dezena de pessoas durante um derby com o Palmeiras, ter uma cabeçada que parecia um chute. É a síntese de um futebol que tem dança, que é pioneiro, quase único. Um rei amigo e humilde. Não se negava a falar com o mais desconhecido repórter.
Futebol não é uma coisa menor. É justamente isso o que faz do Brasil e dos brasileiros elementos importantes na história. É veneno e remédio ao mesmo tempo. É no futebol que são realizadas das promessas de igualdade presentes na constituição brasileira. E Pelé merece ser reverenciado em vida. O rei está vivo. Vida longa a ele.
O rei completa 70 anos neste sábado. Para quem perdeu, vale conferir a série de reportagens desta semana, na Globo News. Confira abaixo.
Conheça os primeiros passos de Pelé dentro do campo de futebol
70 anos de Pelé: tragetória no Santos virou história
Pelé: a tragetória do rei com a camisa canarinho
Pelé jogou no Cosmos de Nova York de 75 a 77
O reinado mais longo do mundo foi o de Pepi II, no Egito: 90 anos. O segundo foi o de Luis XIV, na França: 72 anos. Já o 3º, foi de Pelé: 70 anos. Poeta, artista de cinema, compositor e rei eterno do futebol. O Arquivo N da Globo News fez uma bela homenagem a Édson Arantes do Nascimento. Imperdível.
Para quem é capaz de cometer a heresia de duvidar da genialidade de Pelé, assista também o vídeo abaixo.
Claro, como diria Nélson Rodrigues, a unanimidade é burra. Pelé também foi criticado durante sua tragetória. O locutor esportivo da Rede Globo, Galvão Bueno, certa vez fez críticas ao rei enquanto comentarista da Copa de 1994.
Mas como jogador, Pelé foi inquestionável.
O mundo já o reverenciava como o rei do futebol no ano de 1970.
Mesmo os gênios, por vezes, pisam em terra firme para contribuir para o desenvolvimento dos mais jovens. Nessa reportagem é possível ver Pelé, em 1999, batendo um papo com os meninos da Vila. Robinho foi entrevistado aos 15 anos.
São Januário: Sumiço de cabos pode comprometer transmissão de Vasco X Corinthians pelas emissoras de rádio
Quando há a trasmissão de um jogo de futebol, os operadores são os primeiros a chegar. Os cabos de fibra ótica normalmente usados pelas emissoras de rádio em São Januário simplesmente sumiram. Houve furto de cabos da rede aérea nos arredores do estádio.
Até as 18:10 não foi solucionada a situação. Em São Januário ninguém sabe, ninguém viu. Cogita-se até a possibilidade de várias emissoras transmitirem a partida via celular. Um verdadeiro descaso com a imprensa carioca: rádios Globo, Tupi, CBN, Nacional, Popular, Grande Rio, Fluminense, Brasil, Tamoio, Transamérica, Manchete, Costa do Sol, Tropical e muitas outras foram prejudicadas.
Os técnicos da Rádio Globo Rio afirmam que podem superar o problema com a tecnologia que possuem. A Super Rádio Tupi também já conseguiu solucionar a questão.
Conseguimos contato com o deputado estadual pelo Rio e presidente do Vasco, Roberto Dinamite no final desta tarde. Ele afirma desconhecer o ocorrido. “Não tomei nenhum conhecimento sobre o desaparecimento de cabos das rádios. Não me passaram nada. Vou verificar com a parte administrativa“, disse Roberto Dinamite. O presidente vascaíno retornou ligação para o repórter Sérgio Santos às 18:23 , afirmando que o problema foi nas linhas da OI nos arredores de São Januário e desmentiu o desaparecimento de cabos nas dependências do estádio. Mas técnicos nos informaram que cabos de fibra ótica foram furtados na parte interna do estádio vascaíno.
O paradeiro dos cabos da rede aérea externa ainda é desconhecido, mas imagina-se que vândalos tenham roubado para vender o cobre dos cabos.
A partida começará às 22h, em São Januário.
Não é de hoje que denunciamos o descaso com a imprensa carioca. São Januário tem estrutura pobre em quase tudo. O elevador deveria ser interditado, as cabines são defasadas, pelo menos 15 refletores queimados, objetos dos cronistas já foram furtados nas cabines (denúncia que levamos até Roberto Dinamite, que desconhecia), banheiros imundos. O patrimônio do Vasco está a ver navios.
O locutor Evaldo José, do Sistema Globo de Rádio, informou através de seu Twitter o episódio do desaparecimento dos cabos. Veja abaixo.
Neymar: o pequeno imperador ganhou a queda de braço com Dorival Júnior
Por Sérgio Santos
Que Neymar tem o rei na barriga e que Dorival Júnior foi demitido do Santos por insubordinação, todos sabem. O que não se discutiu e para o que não se tem resposta é: quem vai domar o pequeno imperador?
Na tentativa de acalmar o ego do Menino Dourado, Dorival foi aniquilado pelas conveniências do futebol. Neymar representa um investimento alto, é um grande negócio de Wágner Ribeiro, que pouco se importa com a personalidade do jogador. E que não venham dizer que o empresário aconselhou Neymar, que punido, não se recolheu. Pior: apareceu no Brinco de Ouro, quando estava barrado, para ver o empate sem gols com o Guarani.
Ao tirar Neymar do clássico com o Corinthians, Dorival mexeu no vespeiro da Vila Belmiro. O pequeno imperador não pode ser punido. É um menino dourado, frágil, que pode perder sua divina paciência a qualquer momento. Seu temperamento deve ser respeitado e admirado pela imprensa, pelo técnico, pelo torcedor. A gravidade do mundo dos negócios faz com que o mundo se jogue aos seus pés.
Eis um retrato do nosso futebol. Um Veneno Remédio de Wisnik às avessas. O garoto já proclamou que está cansado de tudo, das cobranças e pressões. O ex-presidente Marcelo Teixeira diz que o pequeno imperador foi muito bem preparado para o futuro, já que ganhou R$ 1 milhão aos 15 anos de idade. Claro! Sucesso súbito sempre faz bem, já vimos exemplos na música como no caso de Kurt Cobain do Nirvana, ou do próprio Cristiano Ronaldo, que se olha no telão a cada dez minutos.
O que nos mata é também o que nos salva. Um talento inquestionável o de Neymar. O retrato da formação do atleta no Brasil é como as distorções de Salvador Dali. É bonito, atraente, mas revolta e causa incompreensão.
Viva as pedaladas!
Em tempo: em 61 jogos, Dorival Júnior conseguiu 37 vitórias, oito empates e perdeu em 16 oportunidades. Conquistou um Paulistinha e um título inédito da Copa do Brasil . Um aproveitamento de 65% das partidas disputadas. Pouco? Sim, muito pouco diante do talento do pequeno imperador.
Indo de remédio ao veneno, podemos analisar por outro prisma.
Quanto dessa performance resultou do futebol do Neymar? Ele tem que ser orientado, educado, disciplinado? Sim, claro, como qualquer jogador, especialmente os jovens. Mas o técnico não pode querer fazer farol em cima disso. Aliás, quem educa precisa ter, acima de tudo, equilíbrio. O Dorival não pareceu possuir essa qualidade. E mais: ele já tem algum acerto com outro clube? Ele teria forçado a demissão de olho na cláusula recisória de R$ 2 milhões?
Em terra de cego quem tem um olho…nunca é visto.
René Simões sobre Neymar: “estamos criando um monstro”!
Não é novidade que neste espaço sempre criticamos o costume da cartolagem em tolerar os atos irresponsáveis de atletas emergentes do futebol brasileiro.
Depois de episódios como o do Twitter onde disseram para um torcedor que o salário do trabalhador é o que compram de ração para um cachorro ou mesmo o próprio Neymar falando que pode fazer o que quiser porque é um milionário (palavras do sério técnico do Avaí, Antônio Lopes), eis que não nos surpreendemos ao ver o que aconteceu nesta quarta-feira na Vila Belmiro.
Trabalhei com René Simões por quase um ano no Fluminense e garanto que se trata de um profissional sério, de credibilidade e quase sempre centrado. O desabafo de René é algo que já está entalado na garganta de muitos, inclusive na do pressionado e apático Dorival Júnior.
Neymar já se acha um Deus do futebol . Ofende seus companheiros e também o próprio técnico com palavrões, além de fazer birra com o árbitro da partida.
Dorival Júnior deu ordens para que Marcel batesse um penal, durante o jogo com o Atlético-GO. O atacante não só discordou como ainda teria ofendido o técnico santista. CONFIRA O DEPOIMENTO DO REPÓRTER MARCO AURÉLIO SOUZA, ABAIXO.
Que a convivência com o empresário Wágner Ribeiro e Robinho não nublem a mente de Neymar, que tem tudo para crescer. Segundo o depoimento do repórter do Sportv, postado acima, os jogadores do Santos já estranham as atitudes de “estrela internacional” da baixada santista.
E por conhecer o caráter e o modo de pensar de Dorival Júnior, lamento que a probabilidade de que a situação se resolva da melhor maneira se torne possível.
Em seu Twitter, Neymar minimizou o episódio. Será que o Brasil forma bem seu atletas?
O dia em que Ronald Golias virou gigante diante de Pelé
Para os que gostam da história da TV brasileira, há de se reverenciar a Família Trapo, que alavancava a audiência da TV Record na década de 60, durante os anos de chumbo.
Ronald Golias foi sem dúvida um dos maiores comediantes do país. Seu jeito espalhafatoso o levava a níveis geniais do humor. E quem não lembra das cenas impagáveis de Golias com Nair Bello, sempre risonha, e Hebe Camargo?
Foi uma das raras cenas onde se viu Pelé encolher diante do talento de outro ser humano. Se tornou crível o fato de que Carlo Bronco (personagem de Ronald Golias) sabia jogar mais futebol que o já campeão do mundo.
E Bronco se atreveu a ensinar a paradinha ao ”negão” que estava diante dele, vestindo a camisa do Santos.
Golias era um craque. Pelé um principiante. Uma inversão de papéis feita de forma brilhante.
Era o ano de 1967.
Golias deixou saudades.
Deuses e diabos na terra do sol verde e amarelo
Por Sérgio Santos
No último dia 4 estive no jornal O Globo assistindo à palestra do jornalista investigativo inglês, Andrew Jennings. Mais que um bate-papo, o que se ouviu foi um alerta preocupado de quem conhece os bastidores do futebol.
Não ouso transcrever a breve sabatina feita com o inglês porque aqui neste mesmo espaço você poderá ver entrevistas concedidas à Carta Capital e ao jornal Lance! em momentos distintos.
A frase da palestra foi: “Enquanto se discuti rivalidades clubísticas e aspectos técnicos, Ricardo Teixeira e os dirigentes do esporte brasileiro estão abrindo a porta dos fundos do Brasil para os bandidos da FIFA e do COI ”. Não, ele jamais fora processado pelas denúncias feitas, segundo o próprio. Jennings é do tipo raro, que espera conseguir documentos para denunciar e colocar em constrangimento aqueles que precisam se explicar.
Se aproxima o momento em que jornalistas brasileiros precisarão escolher entre fazer o que é certo e fazer o que é fácil. É a singela diferença que meu bom amigo Marco Aurélio de Carvalho certa vez me fez concluir. A sutil diferença entre ser um falador de notícias e ser um formador de opinião.
Sim, pois acredita-se que corrupção não seja exclusividade do Brasil, como enaltece Jennings. Mas aqui há uma corrupção que fica impune. Como no caso escandaloso detectado pelo próprio Tribunal de Contas da União, onde se observou superfaturamento de mais de 16.000% no setor de segurança, nos jogos Pan 2007, no Rio.
Jennings expôs o rosto branco de Jean Marie Webber, o “homem da mala”. Era ele quem se encarregava de recolher as propinas para a escolha das cidades-sede dos jogos olímpicos. O jornalista inglês diz não acreditar que o Rio fora escolhido por tentativa do COI em passar mensagem de mudanças ao mundo.
Há um medo que o Brasil seja uma “África do Sul 2″: uma fábrica de estádios imprestáveis e impossíveis de administrar. Tenho um amigo que é técnico de externa, João Cardoso, que tem uma frase maravilhosa: “se não tiver eventos esportivos do porte de uma copa ou de uma olimpíada ou ainda catástrofes naturais, não se poderia dispensar licitações como é de praxe”. Golaço de Mr. John!
Jennings descreveu uma imprensa tão comprometida quanto a brasileira. Repórteres engravatados, preparados para dar destaque ao press release elaborado pela FIFA, perguntar o que Joseph Blatter quer ouvir. Sabe-se que Blatter já admitiu que pessoas da FIFA receberam, no passado, suborno da falida ISL (a mesma que multiplicou dívida nas relações com o Flamengo, durante gestão de Edmundo dos Santos Silva).
Caso não lembrem de Edmundo (o ex-dirigente), foi aquele que disse aos prantos no banco de uma CPI que não era um ladrão comum.
Existem aqueles que beijam as mãos de Ricardo Teixeira dentro e fora da CBF, chamando-o inclusive de patrocinador. Perguntam o que o Barão quer, sem enfrentá-lo. Talvez seja por isso que a minha geração tenha tamanho desinteresse em cobrir seleção brasileira. Há um sentimento de que tudo está perdido.
Mas saibam, amigos. O destino dos contribuntes, cidadãos brasileiros, nossos filhos, família, amigos, depende de nós. O maior assalto aos cofres públicos está sendo arquitetado por quem está no poder do futebol e na política.
Sim, há a obrigação daqueles que não se corromperam. Que acreditam que outro caminho é possível. Não há intenção aqui neste espaço de tentar produzir heróis famintos do jornalismo. Existem táticas no jogo que já está começando. Descobrir algo não significa que deva ou possa ser publicado. Uni-vos. O mal se forma nos salões de decisões. Deuses e diabos tendem a travar uma intensa guerra. Não há feridos. Só derrotados e vencedores. O cineasta Gláuber Rocha dizia: “sem linguagem nova não há linguagem nova”. E infelizmente para nós não é uma disputa entre bem e mal. Mas entre o certo e o errado.
Ficaremos de olho. A conferir.
Caso queiram conferir o site do jornalista Andrew Jennigns, cliquem aqui. Você pode traduzir o site para a língua portuguesa utilizando o Google.
Goleiro Bruno afirma que suas chances de disputar a copa de 2014 no Brasil terminaram
Por Sérgio Santos
O áudio vazado na sala da delegacia onde ainda está, na Zona Sul do Rio, demonstra a preocupação do goleiro Bruno em relação ao caso Eliza Samudio.
Triste ver um atleta desperdiçando oportunidades tão preciosas. Crime e castigo são faces da mesma moeda. Os que punem se sentem mais puros com o castigo que impingem. Parecem saber onde está o problema e a causa de seus males. O homem que açoita mulheres com a autoridade de macho varão do século passado mudou de personalidade?
Há aqueles que defendem que Bruno é o filho oriundo da pobreza, não ciente dos seus atos. Como se violência e pobreza estivessem lado a lado de forma arbitrária. O jogador de futebol, no alto da pirâmide social, agora se vê colocado contra a parede. Alguns ainda invocam a lembrança do episódio em que Edmundo atropelou e matou três pessoas e feriu quatro, no Rio, ao dirigir bêbado em dezembro de 1995. O fato aqui é muito mais complexo, envolve grau de intenção incomparável. Há quem desconfie do resultado de todo esse episódio, já que este é o país onde não faltam leis, que não são cumpridas: a redoma da impunidade.
Tom Jobim, gênio da música e sábio, sintetizou como ninguém: “O Brasil não é para principiantes“. Andam de mãos dadas entre nós a indiferença liberal, o cinismo cafageste, a passividade bestializada e a barbárie.













