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Edilson Silva conversa com Rádio de Verdade
O apresentador do Balanço Esportivo da CNT, Edilson Silva, comentou sobre a Copa do Mundo da África do Sul, falou do legado que Dunga afirma ter deixado para a seleção e revelou que a sua volta ao rádio acontecerá em breve.
Edilson também falou de sua carreira e ainda afirmou que deseja que o seu programa na CNT tenha mais tempo aos domingos.
Ouça a entrevista concedida com exclusividade ao www.radiodeverdade.com
Os sulamericanos se despedindo
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Os sulamericanos aos poucos vão se despedindo da Copa da África. O primeiro a arrumar as malas foi o Chile. Ontem o Brasil também carimbou o passaporte de volta e a Argentina também não conseguiu prosseguir. Somente o Uruguai num jogo emocionante com Gana e passou de fase. E daqui a pouco joga Paraguai e Espanha, e o que tudo indica é que os uruguaios vão representar o nosso continente na Copa.
Brasil 1 X 2 Holanda
Vamos aos eliminados das quartas de final, começaremos com o Brasil.A nossa seleção é muito mais time que a Holanda, que não passa de uma seleção comum. Duas bolas paradas e dois gols. Todos comentavam antes da Copa que a bola parada seria a arma mais forte do Brasil, então o Brasil saiu provando do seu próprio veneno, e utilizando pouco a sua arma, pois só marcou um de bola parada. Ontem foi uma fatalidade. A Holanda não teve mais nenhuma chance de gol, fora os marcados. O primeiro o holandes nem chute a gol, numa bola vadia, no qual nunca mais o Julio Cesar vai sair tão mal e da mesma forma que o Felipe Melo também não terá mais o azar de cabecear a bola para trás e a bola acabou entrando. A FIFA não deu gol contra, mas é um lance de interpretação e eu fico com o gol contra. O Brasil meteu dois gols, um o árbitro marcou corretamente um penalti milimétrico e o outro foi validado corretamente.E ainda teve um empurrão dentro da área no Kaká que o juiz fez vista grossa, mas não vou discutir arbitragem, erros sempre acontecem. O Brasil foi melhor, dois lances isolados decidiu a partida e ponto. Não era o dia. Se Deus influencia o futebol, posso afirmar que Deus não quis, ele sabe o que faz. O Brasil foi muito melhor no proimeiro tempo e no segundo caiu muito e acabou jogando no mesmo nível que a Holanda. A expulsão do Felipe Melo atrapalhou muito, sem tirar a culpa do brucutu mesmo 11 contra 11 não era o dia. Agora está tudo errado, o futebol de resultado impera atualmente, paciencia.
Gana 1 X 1 Uruguai (Uruguai 4 X 2 Gana – nos penaltis)
O Uruguai bateu Gana, jogou com muita raça e enfrentou um adversário com muita gana também, desculpe-me o trocadilho. Um jogo extremamente emocionante no qual teve os dois times jogando para vencer. E no final o Uruguai nos penaltis levou a melhor. E confirmo o que Carlos Alberto Parizzi, que como eu colabora para esse site. Vamos reproduzir o que ele disse “Revendo o lance do pênalti cometido pelo uruguaio Suarez, após em cima da linha defender a bola com as mãos, cheguei a conclusão que a falta beneficiou o infrator. Aquela infração tirou Gana da copa.” Penso exatamente como ele, apesar de não ser ilegal o qua aconteceu, foi injusto mas a lei acabou acobertando o “vilão”. Agora é página virada, o último representante africano foi eliminado.
O Incrível Alemanha 4 X 0 Argentina
Dominada de início ao fim a Argentina foi atropelada pela Alemanha. Os sulamericanos com Messi e companhia foi envolvido todo o tempo pelos alemãos. Apesar de vários elogios disparados a seleção alemã e muitas críticas em direção a seleção brasileira, vejo as duas equipes bem parecidas. As duas tem a mesma proposta de jogo, a de esperar o adversário e depois sair no contra ataque. E foi assim contra a Argentina, esperava a Argentina atacar e depois contra atacava os nossos hermanos e matou o jogo. Mas diferente do Brasil, a Alemanha estava no seu dia. Merecidamente e jogando um futebol inteligente, mas discordo que é bonito, ou melhor, se é bonito o do Brasil também segue o mesmo padrão. Eu sou plenamente a favor do futebol bonito, pois adoro futebol.Desde 94, foi o ano que comecei a acompnahar Copa do Mundo que não vejo um técnico da seleção armar uma seleção com um futebol vistoso, agora com o Dunga virou obsessão, é melhor eu ficar quieto. Agora só resta 2014, falta 7.
* Rafael Monteiro é repórter da Radio Grande Rio 1560 AM.
Evoluímos!
Por Rafael Monteiro
A segunda rodada da primeira fase está chegando ao fim, e como não poderia ser diferente foi bem mais atraente.
Quem apareceu em atacado foi a zebra que veio para a África com toda força.
Ninguém poderia imaginar um empate entre Itália 1 X 1 Nova Zelândia ou Inglaterra 0 X 0 Argélia, de fato foi surpreendente. Somente 4 equipes permanecem com 100% de aproveitamento: Argentina, Holanda, Chile e Brasil. Isso aponta o equilíbrio das seleções na Copa do Mundo.
Portugal é o dono da maior goleada até o momento, e dificilmente alguém vai superar os 7 a 0 em cima da Coréia do Norte. Aliás, são apenas 3 goleadas em 31 jogos, Alemanha 4 X 0 Austrália, Argentina 4 X 1 Coréia do Sul e Portugal 7 X 0 Coréia do Norte. A Coréia do Norte não conseguiu nem anotar a placar.
Agora só para encerrar vamos falar de seleção brasileira. Começou mal e errou quase tudo até os primeiros 20 minutos. Depois equilibrou a partida contra os marfinenses até chegar ao gol no melhor estilo brasileiro, o toque de bola. Com passe de Kaká, Luis Fabiano marcou seu primeiro gol em copas do mundo. Um gol bem trabalhado, diga-se de passagem. Pronto, o primeiro tempo chegou ao fim e a conclusão que tirávamos é que precisava melhorar.
E foi o que aconteceu, o Brasil jogou muito bem nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, tanto que matou o jogo nesse período. Com direito ao gol mais bonito da Copa com Luís Fabiano, que pintura! E o terceiro mais uma vez teve a participação de Kaká dando passe para o Elano. Depois dos 3 gols, o jogo ficou sonolento, o Brasil administrou o resultado, a Costa do Marfim começou a bater e Drogba conseguiu descontar para os africanos. O maior erro foi manter Kaká até o final, já que ele estava visivelmente nervoso com os pontapés marfinenses e já tinha tomado cartão amarelo. Ai deu no que deu, ele caiu na pilha e acabou expulso.
Com esse jogo o Brasil é o segundo melhor ataque do campeonato com 5 gols ao lado da Argentina, perdendo somente para Portugal que aplicou uma goleada atípica de 7 gols de diferença. Outro ponto que ficou claro foi a evolução de Kaká que deu assistência em dois gols, mostrando progresso. O Brasil tem uma organização na marcação muito bem feita, é a chamada marcação em zona. A blitz está muito bem armada.
Antes do início da Copa dizia-se muito que o Brasil só tinha uma jogada forte, que era a bola parada. Mas dos 5 gols marcados, nenhum foi utilizando desse artifício. Então compreende-se que o Brasil tem outros recursos também. O bicho não é tão ruim o quanto estão dizendo.
Já tivemos um progresso da partida contra os Coreanos, e é claro que ainda precisa melhorar mais(sempre precisa). Mas o Brasil teve uma boa atuação, longe da mediocridade. Só faltam 5. E digo mais, o Brasil já surpreendeu muita gente, já que muitos diziam que não passaríamos da primeira fase e isso foi conquistado sem sustos. Vou ficando por aqui e dessa vez cometendo uma insanidade, vou chutar o resultado da próxima partida, e que por sinal vai ser último confronto dessa segunda rodada: Honduras 0 a 3 Espanha.
Querem apostar? Eu não.
*Rafael Monteiro é repórter esportivo da Rádio Grande Rio 1560AM
Tragédia de marketing evitada
A tragédia ambiental no Golfo do México não está sendo sentida na África do Sul. Explica-se: A British Petroleum, empresa que administrava a plataforma de exploração de óleo que explodiu e vem despejando milhões de litros de petróleo na costa dos EUA, é dona da marca Castrol.
A famosa marca de lubrificantes, por sua vez, é uma das patrocinadoras das Copas do Mundo de 2010 e 2014. A BP vem lutando para desvincular a imagem da Castrol com a de sua matriz inglesa, temendo outro tipo de desastre — o de marketing. A BP/Castrol contratou o capitão do Penta Cafu para ser o garoto-propaganda da marca no Brasil.
Não tem ninguém na nossa frente
Até o momento somente duas seleções conquistaram duas vitórias em dois jogos, Argentina e Holanda. A primeira foi soberana nos dois confrontos e tirou de letra esse início de Copa, já a segunda teve dificuldades contra a Dinamarca e Japão, mas confirmou o favoritismo.
Quando acabou a primeira rodada tive a seguinte certeza, não dá para destacar um favorito isolado. O que foi comprovado com a derrota da Alemanha que saiu do seu primeiro jogo como o melhor time. Eles foram os únicos a golear na primeira rodada, e logo em seguida os alemães perderam para a fraca Sérvia de 1 a 0. Já a Inglaterra e a França vieram a Copa até o momento para fazer fiasco. Os Ingleses conseguiram o medíocre placar de 0 a 0 com os Argelinos e empataram com os amigos do Tio Sam em 1 a 1. Enquanto os Franceses empataram com o Uruguai de 0 a 0 e perderam para o México por 2 a 0. E a Espanha que era a grandíssima seleção, já disperdiçou 3 pontos na primeira rodada contra o batalhão suíço.
A França ainda não fez gols na Copa, enquanto a Inglaterra marcou somente um. Que decepção! “Ah, mas já estava previsto a França ir à África a passeio” – foi o que me disseram. Mas de seleções campeãs do mundo sempre esperamos mais. Sem querer adivinhar, até porque a Copa está dficultando os adeptos de bolões, a França volta e a Inglaterra só não faz o mesmo porque estou custando a acreditar que num grupo fraquíssimo que contém EUA, Gana, e Eslovênia, eles vão ficar de fora. Até porque só depende de uma vitória e é difícil assimilar que os Ingleses vão sair da Copa sem vencer um jogo.
Estou assistindo Gana 1 X 1 Austrália(resultado até o momento), o negócio está tão feio que o gol Australiano saiu de uma falha do goleiro africano e o de Gana saiu de um penalti. Aliás, Gana só fez dois na Copa, ambos de penalti. Nem o árbitro está aguentando o jogo, prova disso, que ele nos fez o favor de terminar a primeira etapa antes dos 45 minutos.
Amanhã a nossa seleção pode engrossar a lista dos times com 100% de aproveitamento contra a Costa do Marfim, às 15:30, e a cada partida estou cada vez mais convencido de que não tem ninguém melhor que o Brasil na Copa, o hexa não vai ser surpresa. Só faltam 6 jogos.
Suíça 1 X 0 Futebol
A primeira rodada chegou ao fim e com supresas . O Chile no penúltimo jogo venceu pelo placar de 1 a 0 a seleção Hondurenha, placar que não retrata o que foi a partida. O Chile apresentou um futebol organizado, agressivo, ofensivo e com toque de bola envolvente.
Um placar mais acentuado seria mais justo, já que Honduras foi envolvido completamente. Confesso que me surpreendi com o Chile, não esperava tal atuação, mas pelo bem do futebol o os chilenos proporcionaram 90 minutos agradáveis para quem gosta de futebol.
O fechamento da rodada teve uma grande e infeliz surpresa, a derrota da Espanha para Suíça. Não tenho nenhum vínculo afetivo com a Espanha, mas a Fúria representava o futebol e a Suíça o anti-futebol. Os Suíços viajaram para África somente com o intuito de impedir que seus adversários pratiquem futebol.
A Espanha tocou bola, o que diga-se de passagem faz muito bem, criou oportunidades, mas não teve a capacidade de furar o bloqueio adversário. Mais uma vez a Espanha mostra a falta de tradição em Copas do Mundo. A Suíça se defendeu muito e achou um gol num contra ataque, isso foi tudo o que fez.
Os espanhóis foram incopetentes mesmo jogando contra um time que não é de futebol. Depois da partida um amigo meu me disse – Ah, mais ele jogaram muito fechado, é complicado mesmo. Não era surpresa que o modo de jogar da Suíça, mesmo assim não conseguiram furar o anti-futebol. A derrota espanhola foi a maior zebra da Copa até agora. E digo mais, a Espanha pode ser a maior decepção também, já que complicou sua situação.
Para encerrar não posso deixar de comentar sobre a nossa seleção. O placar foi magro como eu esperava, principalmente por ser estréia. O 2 a 1 foi simples como foi dito, mas dizer que foi difícil ou sofrida sinceramente não achei. O primeiro tempo foi 0 a 0, mas tive a certeza que o gol no segundo tempo seria apenas uma questão de tempo, e de fato foi.
O primeiro veio com Maicon e logo em seguida Elano ampliou. Pronto o jogo estava decidido. E mesmo com o gol sofrido, em nenhum momento senti o medo do empate. O Brasil jogou para o gasto e venceu. Quando o adversário exigir mais, o progresso vai ser proporcional. A atuação fraca foi exigência do oponente. Nós sabemos que a nossa seleção convocada por eliminações, foi a Copa para resultados e o primeiro já foi conquistado.
Mas o que eu quero mesmo é que essa segunda fase seja mais interessante que a primeira, já que na teoria Copa do Mundo é para os melhores , mas como estamos vendo, com raras exceções, isso não está sendo confirmado na prática. O cartão de visitas da segunda rodada vai ser dado daqui a pouquinho com África do Sul X Uruguai, às 15:30, vamos torcer para que tudo mude.
*Rafael Monteiro é repórter esportivo da Rádio Grande Rio 1560AM
Até agora é isso ai…
Por Rafael Monteiro
Até o momento a Copa segue sem grandes novidades. A maior foi entre Inglaterra e Eua que ficaram num empatezinho mixuruca por 1 a 1. A França a gente já esperava um futebol medíocre, a igualdade com o Uruguai foi vista sem surpresa. Até o último jogo(Japão 1 X 0 Camarões), a equipe que se mostrou mais bem preparada foi a Alemanha, que não tomou conhecimento da seleção Australiana, 4 a 0 foi o placar a punica goleada até então.
O pior confronto ficou por conta de Eslovênia 1 X 0 Argélia, um jogo assombroso, muito fraco tecnicamente e para piorar tudo o horário da partida foi às 8:30. O gol só saiu com uma cobrança de pênalti (o primeiro da Copa), num lance inocente e no momento em que a seleção Argelina já estava com um jogador a menos. A Holanda venceu, não convenceu mas entrou para a estatística da Copa, pois foi beneficiada com o primeiro gol contra da competição, o responsável pela lambança atende pelo nome de Simon Poulsen, da Dinamarca. Com a ajuda do Poulsen, a “Laranja Mecânica” saiu vitorioso com o placar de 2 a 0.
No bolões que acompanham a Copa, o que já é tradição, um dos jogos mais difíceis para cornetar o vencedor ficou por conta de Camarões X Japão. Camarões levava uma ligeira vantagem, mas tratava-se de um time africano e asiático já consolidados em seus respectivos continentes. O Japão mesmo de olhos fechado levou a melhor, foi superior e foi premiado com um gol, enquanto o Camarões com Eto’o pouco jogou. Talvez o Obina atuaria melhor.
Amanhã a nossa seleção vai entrar em campo, sabendo que até agora apenas duas mostraram um futebol vistoso. A Alemanha foi a que apresentou o melhor futebol e a que teve mais equilíbrio e a Argentina que foi forte ofensivamente, mas vulnerável na retaguarda, essas foram os destaques. Em nome do futebol, tomara que a Itália ou Paraguai daqui a pouco engrosse essa lista! E não posso acreditar que amanhã vai ter alguém torcendo contra, mesmo que não concordem com os convocados, somos brasileiros. Não quero me alongar para julgar a seleção até porque isso já foi mais do que feito, mas por eliminação essa é a melhor seleção disponível que poderia representar a canarinho, se não está melhor, coloque na conta de certos jogadores. Amanhã todo mundo com as vuvuzela na mão, às 15:30 para comemorar a vitória que é o óbvio amanhã. Zagalo diria: Agora, Faltam 7 jogos.
*Rafael Monteiro é repórter esportivo da Rádio Grande Rio 1560AM
Mesmo com empate na estreia, ainda acredito na Inglaterra
Por Emerson Rocha
Antes de começar a Copa do Mundo, já tinha cravado que a Inglaterra estaria, pelo menos, entre as quatro semifinalistas na África do Sul. E mesmo com o difícil empate por 1 a 1 diante dos Estados Unidos, continuo acreditando em boa campanha do time da “terra da rainha”. Mas terá que substituir rapidamente o goleiro Green, que levou um frangaço (aço, aço, aço) no gol americano. Será que ele foi a primeira vitima da temida Jabulani? Eu não acredito…
Alguns vão achar que estou louco com essa ‘euforia’ por causa da (má) apresentação deste sábado. Só que o English Team empatou, em minha opinão, com a equipe que pode ser a grande surpresa da Copa e que deve conseguir a classificação para as oitavas-de-final. Minha posição é baseada pelo excelente meio-campo, que conta a seleção inglesa, e um craque no ataque, que é o Rooney.
O time do técnico (italiano) Fabio Capello começou muito bem posicionado, não dando espaços para os adversários. A tática serviu para tentar espantar algum tipo de surpresa, que já aconteceu no mundial do Brasil, em 1950. Até hoje, esta vitória da equipe do “Tio Sam”, por 1 a 0, é considerada uma das maiores zebras da história das Copas.
Mas em 2010, a Inglaterra apostou na marcação pressão no início do jogo. E, logo aos quatro minutos, o capitão Gerrard tabelou com Heskley e tocou na saída do goleiro Tim Howard para abrir o placar do confronto entre colonizadores (Inglaterra) e colonizados (EUA).
Com a vantagem, a seleção europeia utilizou a grande característica de seu treinador: se fechar na defesa, sair para o ataque com velocidade pelas pontas e dando pouco chances do adversário entrar em sua área. Tanto que o fatídico empate americano, de Dempsey (aos 40 minutos), com uma Grande (com G maiúsculo mesmo) ajuda do goleiro Green, foi marcado em um chute quase despretensioso de muito longe.
No segundo tempo, o jogo ficou mais disputado e nervoso de ambos os lados. Deu até para Green se redimir e impedir a virada dos EUA, em chute de Altidore. Nos 15 minutos finais, a Inglaterra até que tentou buscar os três pontos. Porém, os jogadores não conseguiram acertar ao menos uma boa jogada ofensiva. E ainda deram espaços para os contra-ataques americanos, que também não renderam nada e deixando o placar no 1 a 1.
Aposto nessas duas equipes no Grupo C. Até porque, acho que Argélia e Eslovênia não vão dar muito trabalho à Inglaterra e EUA.
Vale também o registro de boa arbitargem do brasileiro Carlos Eugênio Simon e um bisonho impedimento marcado pelo auxiliar Roberto Braatz, no final do segundo tempo.
* Emerson Rocha é repórter aéreo das Rádios Mix (102,1 FM) e Sulamérica Paradiso (95,7 FM). Ele também assina o blog “Esportes na Área”, do site do Jornal do Brasil
Joguinho fraco
Por Rafael Monteiro
Realmente o melhor seria se eu tivesse dormido até mais tarde. Mas teimei em assistir Coréia do Sul 2 X 0 Grécia. Um jogo chato e sem graça, essa foi a melhor forma que encontrei para definir esse confronto. Tem partida da série B aqui no Brasil muito mais interessante. O futebol grego é engessado, não oferece nada de atraente, se defende o tempo inteiro e a sua única válvula de escape é a bola aérea. Como são altos e fortes uma hora ou outra pode causar perigo. Seus números não maquiam sua qualidade, já que essa é a segunda participação grega em Copas. A primeira foi em 1994 no qual o Brasil foi campeão, quando só tomou sapatada. Sofreu 10 gols em 3 jogos, não marcou nenhum e conseqüentemente não conquistou pontos. Confira os resultados de 94:
Grécia 0 X 4 Argentina
Grécia 0 X 4 Bulgaria
Grécia 0 X 2 Nigéria
Os jogadores coreanos poderiam modificar sua modalidade esportiva, seriam mais bem aproveitados no atletismo. Para se ter uma idéia do nível da partida, os 11 corredores da Coréia, são melhores ou menos ruins (o que seria o mais correto) do que os gregos. A Coréia veio mostrar na Copa o que a gente espera de um time asiático: muita correria. O contra ataque é a melhor e praticamente a única arma deles, tanto que o segundo gol surgiu numa roubada de bola no campo grego, o que foi fatal. Enfim, resultado justo.
Apesar de tudo a Coréia mostrou mais qualidade, o que não é muito difícil quando se é comparado com a Grécia. O passeio da Grécia acaba no dia 22 de junho contra a Argentina, esse é o seu último confronto na primeira fase. Dali não passa, mas quem sabe faz o seu primeiro gol em Copas do mundo? A Coréia até pode ir um pouco mais a frente dependendo das condições da Nigéria. Fico imaginando Coréia do Sul X Nigéria, isso vai ser uma correria, vai dá para cansar só de ver. A Argentina nesse grupo tem a obrigação de se classificar, daqui a pouquinho começa Argentina e Nigéria, vamos ver se isso vai ser confirmado.
*Rafael Monteiro é repórter da Rádio Grande Rio 1560AM
A bola da vez
A lógica era a bola da vez no Soccer City. O México, mais técnico, tocava e dominava por completo a África do Sul. O primeiro gol parecia mera questão de tempo.
Do outro lado, assustados e retrancados, como um legítimo time de Parreira, os donos da casa pouco assustavam e nem Pienaar, o craque do time, fazia alguma coisa. Em certo momento, cheguei a dar como inevitável a primeira eliminação de um anfitrião na primeira fase de uma Copa.
No entanto, esse esporte chamado futebol é e sempre será uma fascinante “caixinha de surpresas”, dessa vez protagonizada pelo gol de Tshabalala em um contra-ataque fulminante, no chute solitário dos Bafana-Bafana.
Àquela altura, a festa era completa. A África do Sul mandava no pedaço, as chances de ampliar o placar apareciam com mais frequência e até pênalti não marcado houve. A partir dali, a tal lógica do primeiro parágrafo mudava de ideia. Não eram Giovanni dos Santos e Carlos Vela que mereciam a vitória, mas sim Mphela e seus bravos companheiros.
Todavia, os 90 minutos de uma partida são capazes de tudo, inclusive de inverter conceitos da língua. Se a sensatez assumira o lado verde e amarelo do campo, a emoção resolveu interceder pelos desorganizados mexicanos, através do zagueiro Rafa Márquez, autor do gol de empate, terrível castigo para um Parreira vibrante como poucas vezes vi.
Resultado injusto? Não diria. Um tempo de controle para cada equipe, não pode ser melhor refletido do que por meio de um empate. De qualquer forma, que os meninos-meninos não se lamentem. Com a raça, a organização e o pouquinho de qualidade que demonstraram hoje, França e Uruguai que se cuidem.









