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Daniel Penna-Firme em O Globo
Um dos melhores aspectos do jornalismo é a prestação de serviço. E o jornalista Daniel Penna-Firme já está mostrando serviço no jornal O Globo.
Penna Firme não se abateu com a sua saída da Rádio Globo e já dá provas de sua competência no caderno Barra de O Globo.
Ele também fará parte do time de craques do Rádio de Verdade, durante a Copa da África.
Acompanhe as matérias de Daniel Penna-Firme no jornal carioca clicando aqui.
Daniel Penna-firme é notícia
Daniel Penna-Firme por enquanto deu um tempo no rádio. Está trabalhando no caderno de bairro “Barra da Tijuca” do Jornal O Globo.
Trabalha com contrato por dois meses, podendo ser renovado por mais dois e com possibilidade real de efetivação.
Daniel deve voltar ao rádio no segundo semestre, mas não como seu projeto de vida, mas apenas como um hobbie.
EXCLUSIVO: Rádio de Verdade entrevista Daniel Penna-Firme
O site RÁDIO DE VERDADE esteve conversando hoje, por telefone, com o jornalista Daniel Penna-Firme. Em conversa, Daniel disse que apenas agora está começando algum tipo de movimentação em relação à busca de um novo emprego.
Rádio de Verdade: Quando você foi comunicado sobre sua demissão?
Daniel Penna-Firme: Na última quinta-feira. Na sexta, já fui fazer exame médico, fui no RH levar carteira de trabalho.
RDV: Qual foi a sua reação? E a dos ouvintes?
DPF: Então… o telefone não parava de tocar. Eram amigos, conhecidos, ouvintes. O telefone não parava de tocar. Dei uma desligada no celular e postei no Orkut e no Twitter. Postei para as pessoas saberem, senão as pessoas iriam estranhar o programa à noite. Até mesmo pra blindar a própria Rádio Globo de críticas de momento. E blindar também o Luiz (Torquato) de receber críticas do tipo: “Cadê o Daniel? O Daniel foi derrubado por você!”. A minha preocupação era essa. Por isso eu botei no Twitter várias vezes, até pra preservar o cara. Ele é muito legal, muito meu amigo e eu desejo tudo de bom pra ele.
RDV: O que aconteceu exatamente?
DPF: Eu já sabia há três semanas, via Jornal Extra, não foi nem via comunicado oficial, na sexta-feira, que dia 4 o Tino assumiria o microfone da Globo. Então desde o fim de abril eu já vinha trabalhando no fio da navalha, porque eu tinha certeza absoltuta que a minha situação iria ficar delicada. A informação saiu na coluna da Berenice Seara. Eu apenas sabia do que o Marco Aurélio já havia me falado. Desde que ele foi para São Paulo, o “Quintal da Globo” acabaria diariamente. Desde setembro do ano passado, em uma reunião aqui no Rio, o Marco (Aurélio) já havia me dito que estava difícil conciliar o programa com as tarefas de gerência. E o programa deveria acabar depois do carnaval do ano seguinte, mas eu não sabia a data precisa.
RDV: Nos 89.3 você apresentou o “Agito Geral” da semana retrasada. Foi fácil se adaptar no FM?
DPF: Foi um bom programa, o índice de ligações foi alto, o monitoramento do Ibope tava legal. A audiência vinha crescendo principalmente na faixa entre 20 e 49 anos, que é o público que a rádio vai focar agora no FM. A gente tava preparando uma estratégia para recuperar o público mais idoso pra faixa das onze da noite.
RDV: Você foi questionado pela emissora em algum momento? E a sua campanha do voto consciente?
Em nenhum momento meu trabalho no “Agito Geral” foi questionado. Os meus comentários incisivos sobre algumas notícias, a campanha que eu vinha fazendo do voto consciente, nada disso foi questionado. Nada disso. A Globo sempre respeitou a opinião das pessoas. O Canázio entra no ar e cita nomes de políticos, nomes de pessoas e não sofre reprimendas internas. Eu evito citar nomes. Cito fatos, mas não cito nomes. Meu trabalho na produção do quintal, do quintal de domingo e do Agito Geral nunca foram questionados. Eu saí de lá de portas abertas.
RDV: E por que a emissora da Glória não te absorveu de alguma outra maneira?
DPF: Não puderam me absorver. Primeiro, o Tino Junior quer trabalhar com alguém já afinado com ele. Nada mais justo. Eu também fui trazido pelo David (Rangel) quando ele sentiu essa necessidade. Eu mesmo já fui beneficiado disso. Eu não condeno o Tino Junior. Aí a situação ficou a seguinte: O Daniel não é apenas produtor, o Daniel também comunica. O Tino Junior surgiu na Globo em FM de uma hora para outra. Ele soube disso na quarta (seis dias antes da estréia). Ele é sucesso na internet, na Beat 98, e veio como uma das soluções geniais, como foi o caso já conhecido das “Amigas Invisíveis” e qualquer ruptura radical é meio complicada. Nao que o Tino não tenha seu espaço, mas tudo foi muito rápido.
RDV: Você acredita que isso tenha acontecido por causa da “AMização” do FM?
DPF: Por mais que a rádio esteja indo para o FM agora, como foi a Tupi e talvez vá a Tamoio, este conceito vai acabar, nós vamos ter um grande dial em FM, o futuro do AM é virar o que é a onda curta hoje, até porque hoje com a internet, o mercado do AM vai ficar cada vez mais restrito. Agora, sempre se esperará da Rádio Globo prestação de serviço, utilidade pública, informação e consistência. Por mais que se rejuvenesça, a Globo não é a Beat 98 e nem a FM o Dia. Nunca será.
RDV: Você acha que o Tino Junior pode evoluir como comunicador?
DPF: Acho que sim. Quem trabalha próximo a ele diz que ele tem potencial pra isso. Mas a entrada dele no ar foi muito incipiente. Todos nós para entrarmos na Rádio Globo foram trabalhados. Mesmo os que vinham da Tupi. Até o Canázio mesmo tomou aulas de padrões editoriais da emissora. Toda emissora deve tomar cuidado com quem fala ao microfone para não correr o risco de colocar um modismo passageiro no ar. A consistência é importante.
RDV: E os seus gestores? Tentaram te realocar?
DPF: Tentaram de todas as formas, mas as produções estão fechadas, definidas. E como eu era comunicador da rádio, isso às vezes me fechava portas como produtor.
RDV: Em relação a faturamento, como era o horário do seu programa?
DPF: A rádio estava vendendo no sábado à noite, o comercial faturando, mas ficou caro pra rádio você manter um cara que é improdutivo durante a semana e só apresentaria um programa no sábado à noite. É muito mais fácil colocar o Luiz Torquato, que é produtor em São Paulo do Globo Estrada e do Quintal da Globo de Domingo e também vai dar auxílio ao Tino Junior fazendo as inserções locais da Globo de São Paulo. É muito mais negócio.
RDV: Como é seu relacionamento com as outras pessoas do SGR?
DPF: Eu nunca costurei relações, pouco passeava pelos corredores na hora do café. Entrava na emissora, às vezes ficava trancado com meu fone de ouvido fazendo meu trabalho e só. Muitas vezes era sisudo, preocupado com o tanto de coisas que tinha que fazer e só voltava a falar no ar à noite. E tudo comigo tinha peso dois. “O Daniel trabalha muito próximo do Marco Aurélio… é protegido… com menos de três anos de rádio já tem programa à noite…”. Isso pesou muito. Talvez eu tenha até um pouco de culpa nisso tudo. Criou-se uma percepção daquilo que eu sou que não é condizente daquilo que eu sou. Esta percepção em parte colaborou para esse fato. As pessoas tiveram dificuldade para me aceitar.
RDV: Como os seus gestores reagiram?
DPF: O Airton Mandarino, o Marco Aurélio, o Giovani Faria ficaram muito constrangidos. Foi uma demissão muito sofrida para eles também. Foi uma aposta deles que vinha dando certo, mas que eles não conseguiram manter. Houve ainda a tentativa de me colocarem no núcleo de jornalismo com o Marco Aurélio Lizan. O Lizan me queria com ele, mas para eu entrar lá, outro tinha que sair. E isso não seria justo. Novos postos de trabalho estão vetados no momento para pagar o FM, aumentar número. Enfim, há toda uma lógica comercial. Eu saí pela circunstância, não pela competência.
RDV: E o que você pretende fazer daqui pra frente?
DPF: Vou elaborar meu currículo com calma, correr atrás, procurar me recolocar. E vida que segue.
O site RÁDIO DE VERDADE agradece o carinho com que o Daniel Penna Firme nos atendeu e deseja sucesso na carreira deste profissional. Bota Amizade Nisso!


