BBB e o Veríssimo costa quente

Maurício Figueiredo em 6 de fevereiro de 2016 - 11:12 em Aprovação Automática, Colunas
  
  

luis fernando verissimo

Tem um programa popular na TV brasileira, importado do exterior, como muito de nossos enlatados, que a cada temporada escandaliza grande parte das pessoas, como se no mundo atual ainda tivéssemos coisas para nos escandalizarmos.

Sem entrar no mérito da questão, diretamente, pois nunca assisti o programa, a não ser nas chamadas intensas que são feitas, convidando o público para o que no passado seria chamado de um bacanal televisivo, fico espantado com as pessoas que tremem na base para o que seria o show ao vivo do capeta.

Ora, a televisão que exibe o programa não é a única no universo da televisão aberta. No mesmo horário existem várias outras concorrentes com programas diferentes. Mesmo que não agrade o público ofendido, há a opção dos canais fechados para quem dispõe ou também das parabólicas.

Há ainda a opção de um brinquedo chamado vídeo que toca CDs e vídeos da nossa livre escolha, além da assinatura pela internet ou simples acesso há uma vasta e variada programação.

Quem quiser e gostar também pode ler um bom livro, desligar a televisão e jogar conversa fora ou dentro com a família ou amigos.

Mas, o meu título BBB e o Veríssimo, é um pouco diferente. Desde 2010 é postado um artigo na internet atribuído ao grande escritor gaúcho desancando o programa BBB. Trata-se de algo falso, como o próprio Veríssimo já desmentiu. O verdadeiro autor – talvez para dar mais ênfase às suas críticas achou por bem colocar a assinatura de alguém mais famoso. Em 2010 já circulava pela rede e sendo replicado em alguns blogs e por internautas.

Moralismo à parte, como o da salvação e degradação da família brasileira, em minha modéstia opinião, há algo também bastante nefasto em se escrever um texto e atribui-lo a outra pessoa.

Esse texto é meu – Mauricio Figueiredo – se gostarem e quiserem reproduzir é só colocar meu nome. Se acharem ruim: usa o do Veríssimo, ele tem a costa quente.

Qual a sua opinião?