Rompendo fronteiras

Luiz e Raphael de França em 22 de junho de 2015 - 16:17 em França ao Quadrado
  
  

Por Raphael de França

França ao Quadrado - Rompendo fronteiras

Alô amigos!

Não chega a ser surpresa, mas a força do rádio ainda me impressiona. Num tempo não tão distante, a internet e as rádios “online” não eram comuns, por isso, cada região tinha sua emissora predominante e um “estilo próprio”. Claro que muitos apaixonados por rádio zapeavam e sintonizavam emissoras de fora de seus estados e até mesmo países. Fosse naquele velho radinho de pilha ou no potente TransGlobe, as ondas rompiam o Brasil. Ainda hoje é possível sintonizar, principalmente na parte da noite, algumas frequências.

Para a maioria das pessoas, a plástica (vinhetas, jingles, trilhas e efeitos) passa despercebida. Mas, para os “loucos” pelo veículo COMO EU, tudo é reparado e nada escapa aos ouvidos famintos por novidade. Tenho mania de ouvir emissoras de todo o país, e reparo muitas semelhanças, e até mesmo cópias, dos estilos. Acho que a moda mais copiada são as vinhetas dos clubes, aquela com eco, criadas pela Rádio Globo na década de 70, gravadas com o cantor Fábio “Stella”, e desenvolvidas pelo mestre Formiga. São centenas de emissoras por aí que utilizam os “gritos cantados”.

Não, isso não é uma crítica, e sim mais uma constatação de que o Velho Guerreiro Chachrinha estava certo: NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA.

Sou partidário da criatividade, mas o que é bom e FUNCIONA deve ser seguido como base. Eu mesmo já tive a missão – algo que muito me orgulha – de desenvolver e criar plástica de rádios. Na Super Rádio Tupi, por exemplo, fiz bastante coisa. Demos cara nova à Jornada Esportiva, ao programa Francisco Barbosa, à Super Madrugada do Fernando Sérgio, ao Show do Luiz De França (quando estava na Tupi) e vários outros. Aliás, foi nessa casa que aprendi quase tudo que sei em termos de criação. Modéstia à parte, tive bons professores. Na Manchete pude aperfeiçoar minhas técnicas, inventar moda e executar desde a composição até a gravação. Através do meu estúdio, pude criar de tudo e para vários segmentos de rádios desse Brasil, sil, sil.

Sinais sonoros fazem a diferença em uma emissora. Quem não conhece o gonguinho, moog ou sinal de tempo da Rádio Globo no futebol? E o sinal marcante da Tupi? O FIU FIU? O plim-plim da TV GLOBO? Nas rádios musicais, o teletipo (sinal) de hora marcam sua melodia. Algumas emissoras (adoro produzir nessa linha) carregam essa timbragem usada na hora em todas as vinhetas, no velho padrão WUABC – estilo memorável criado pelo JamStudios. Por isso, crie, use e abuse dos sons, eles dão a cor ao que ouvimos e deixam mais fortes a marca da sua emissora.

Até a próxima. Semana que vem é o vô Luiz De França quem estará por aqui.

Qual a sua opinião?