O rádio de ontem, hoje e sempre

Luiz e Raphael de França em 1 de julho de 2015 - 11:38 em França ao Quadrado
  
  

Por Luiz de França

No alto dos seus noventa e três anos de existência, esse jovem senhor se mostra cada vez mais disposto a mudar. Ele é teimoso, bem pertinente à idade, não muda seus hábitos, mas sim adapta algumas maneiras de atuar. Vez por outra surgem alguns “doutores” com fórmulas mágicas, segredos para longevidade… Alguns ele até aceita, mas sempre deixa o alerta:

– Se não funcionar, vocês serão obrigados a fazer do meu jeito…

Dessas noventa e três primaveras, participo do dia a dia do rádio há cinquenta e quatro. Já o conhecia desde meus primeiros passos, mas começamos a caminhar juntos quando ele já era quase um quarentão. Era um galã daqueles de “filmes” antigos, cheio de glamour, voz absoluta e não era para qualquer um que ele abria sua intimidade. Ainda meio desconfiado, se tornou meu grande companheiro em Barbacena. Quando fui para Petrópolis trabalhar junto com meu saudoso e amado Tio Wilson Carneiro Malta – minha grande referência – nos entendemos de vez. Logo chegou o Flávio Cavalcanti e nos deixou ainda mais próximos através da GRANDE CHANCE. Daí pra cá, graças a Deus, nossas histórias – modéstia à parte – se confundem.

O que mudou desde que eu comecei? Pra mim nada. O rádio é e sempre será o rádio. Como todos que são “antenados”, ele teve que se modernizar, em alguns pontos até se reinventar, mas nunca perdendo seu jeito e seus princípios. Fazer o rádio acontecer não é difícil, mas também não é moleza. Não basta querer, tem que saber! Não basta gostar, tem que amar! Não adianta inventar, no máximo adequar… Estou longe de ser gato-mestre, mas a opinião desse velho pescador que é radialista por paixão e por opção ainda pode ser levada em conta.

Como dizem hoje por aí, FICA A DICA: não inventem a roda, deem ao rádio seu devido valor e deixe que sua magia própria se encarrega do sucesso. E em primeiro lugar, sempre o OUVINTE. Sem o ouvinte ficamos mudos. O mesmo rádio de ontem, é o de hoje e SEM DÚVIDAS será o de amanhã. Podem me cobrar! Não tenho pressa. Quando eu chegar aos noventa e três que o rádio tem hoje, vocês me contam se eu acertei ou errei.

Aquele abraço e uma lembrança.

Difusora-de-Petrópolis

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