Comunicadores temem que paralisação de 48 horas na Tupi afetem negócios em 2017

Redação em 17 de dezembro de 2016 - 17:40 em Destaques, Notícias
  
  

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Mais uma vez os funcionários da Super Rádio Tupi decidiram pela paralisação. Desta vez o protesto deve durar 48 horas, começando às 0h de segunda-feira (19/12). Logo após, às 14h do dia 21, haverá assembleia geral para fazer um balanço da ação e pensar os próximos passos. O local é o auditório da Igreja Santa Edwiges, São Cristóvão.

Alguns comunicadores que ganham participação em anúncios não escondem a preocupação com uma paralisação ainda maior. Um deles teme pelo ano de 2017. “Não deveriam ter deixado chegar nesse nível. Não sei se um dos meus parceiros vai querer associar o seu nome ao da rádio em 2017 porque tudo veio a público e a rádio está deixando de ser confiável para o mercado publicitário. Alguma coisa precisa ser feita pra recuperar o prestígio. Anunciante quer segurança para aplicar investimento.”, desabafou um conhecido comunicador.

Já se somam mais de 40 processos individuais movidos na justiça trabalhista contra a emissora  e 6 ações coletivas (em nome de “todos os trabalhadores”) movidas pelo Sindicato de Radialistas do RJ.

Diferentemente do ano passado, os funcionários parecem mais dispostos a cobrar as responsabilidades da empresa, a despeito de ameaças veladas e assédios morais praticados por inquisidores conhecidos do rádio.

A VIA DA JUSTIÇA
A primeira frente de atuação do Sindicato é a via da justiça:  ofícios, ações coletivas, processos e trâmites legais. As 6 ações coletivas do Sindicato de Radialistas do RJ contra a Super Rádio Tupi reivindicam:

Multa de 40% e indenização de dano coletivo por atraso no FGTS (o FGTS foi descontado e não repassado para a previdência).
Ação já transitada em julgado (não tem recurso, a empresa já perdeu), em fase de “execução” (calcular quanto deve pra cada um etc). Todos os funcionários da empresa são beneficiários desta ação.
> Danos morais para grupo de trabalhadores autônomos sem carteira assinada.
Ação de maio de 2015, teve notificação publicada em 11/11/2016 e está em análise pericial (foi dado entrada, a emissora contestou, e o juiz deu prazo para verificar antes
da primeira sentença).
> Ação de cumprimento para o pagamento da multa pelo atraso no adicional noturno de 2015 (prevista na CCT).
> Ação de cumprimento para o pagamento da participação de resultados (40% do salário + “abono” ou participação de R$600,00).

> Ação movida em 2016, a ser promulgada a primeira audiência.

> Ação de cumprimento para o pagamento do seguro de vida, e do PLR (atrasado em 2014 cuja multa não foi paga). A CCT vigente já previa multa para o atraso.

> Ação ganha em primeira instância, deferidos todos os objetos. A Tupi recorreu em 2ª instância no TRT pra protelar o pagamento.

> Pedido de indenização moral por atraso de salário e não reajuste no ticket refeição até hoje, conquistado pela CCT 2014.

> Ação de 12/2014 – o último momento em que, dentro de alguns dias, o salário dos trabalhadores esteve em dia.

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