Existe novo sem velho ou velho sem novo?

Luiz e Raphael de França em 23 de julho de 2015 - 18:29 em França ao Quadrado, Notícias
  
  
França ao Quadrado - Luiz e Raphael de França

Raphael de França (esq.) e Luiz de França (dir.)

É comum observarmos nos dias de hoje a demissão ou afastamento de profissionais com uma certa idade ou tempo de empresa. Cada vez mais se preza o jovem – com salário mais em conta – ao experiente com remuneração merecida. Sim, é preciso renovação, mas quem vai ensinar os que estão chegando?

Vale ressaltar que existem casos e casos. Tem aqueles “experientes” que já estão cansados e com seus “vícios” acabam não rendendo o necessário. Mas, na mesma via existem os novos, sem nenhum traquejo e com a mínima vontade de aprender como se faz. Esse cenário é visto em vários setores no mercado, porém infelizmente no rádio essa modalidade de gestão tem sido cada vez mais comum.

Não está em livros a forma correta de fazer rádio. Comunicar pelas ondas do AM, FM, ondas curtas exige muito mais que boa vontade, exige paixão. Não é saudosismo, mas se não fossem os mais experientes, como teríamos aprendido aquilo que sabemos? Sem desmerecer os ilustres professores, costumo brincar com estagiários e novatos dizendo: “tudo que foi aprendido na faculdade, na prática fazemos ao contrário”. As técnicas se reciclam, são aprimoradas, se renovam… Mas, o toque da experiência é fundamental.

Vemos o mercado radiofônico em crise. Crise financeira, crise de ideias e também crise de gestão. Rádio, assim como a TV e outros meios de comunicação em massa, não são empresas comuns. Há toda uma forma especial de gerenciar para que as coisas aconteçam. É preciso conhecer a história, a essência… Se hoje o “talk radio” é movido pelo tripé “música, esporte e notícia”, é fundamental saber de onde ele veio. Se hoje ouvimos um verdadeiro show de efeitos e vinhetas nas jornadas esportivas, é necessário saber quem criou… Nenhum extremo é proveitoso. Só “coroas” não conseguem girar a moeda com a força necessária, só “caras” não conseguem tirar a moeda do lugar. Por isso, que tal mesclar e unir a voz da experiência com a força na emissão dos jovens?

Qual a sua opinião?