Megafone: a selvageria em São Januário

Sergio Solon Santos em 11 de julho de 2017 - 18:15 em Destaques, Notícias
  
  

SELVAGERIA EM SÃO JANUÁRIO

A Acerj emitiu nota de repúdio a todas as agressões e ameaças sofridas no estádio de São Januário, na ocasião do jogo Vasco 0 x 1 Flamengo, no último sábado e com razão. Teve locutor que recebeu copo com urina no rosto, o comentarista Waldir Luiz (Rádio Nacional) foi constantemente ameaçado, teve rádio com equipamento quebrado por torcedor. O presidente do Vasco deveria ser o primeiro a repudiar a violência contra jornalistas. Não o fez! Preferiu atacar diversas instituições, inclusive a Polícia Militar. Óbvio está que há muita politicagem envolvida no episódio. Aliás, fogos de artifício passando pela revista? Se uma investigação séria for feita podemos constatar facilmente sala de uso exclusivo de torcida organizada no estádio. Quem conhece sabe.

O caso  do cinegrafista Benjamin Reis, da TV Bandeirantes, atingido por um vergalhão por um torcedor não identificado, é inaceitável. Benjamin teve de ser levado ao hospital.

SEGUE…

O presidente da Acerj, Eraldo Leite, poderia sugerir ao presidente do Vasco futuramente um isolamento garantido por policiais  ali na frente das cabines inferiores. Sim, pois não é de hoje que jogam coisas nas cabines, quebram equipamentos de emissoras.

NOTA 10

Para o repórter Carlos Gil, da TV Globo. Quando sugerido pela presidência do Vasco que APENAS Globo e site GloboEsporte.com participassem da entrevista coletiva ele foi o primeiro a se negar, exigindo a liberdade e o direito de todos os veículos de estarem na entrevista. O presidente do Vasco chegou a dizer através de sua assessoria que não daria mais coletiva e voltou atrás. Talvez convencido de que o Vasco não é dele, da obrigação jurídica de prestar esclarecimentos para a opinião pública e para os órgãos competentes sobre a selvageria e insegurança presenciadas em São Januário.

NOTA 0

Para a nova Rádio Globo. No sábado, no ato de toda aquela confusão, a emissora entrou em rede com São Paulo e deixaram de transmitir a coletiva do presidente do Vasco ao vivo. A emissora continua concretada no velho script da REDE sem saber o momento certo de priorizar o interesse público. Parece que há falta de coordenação na emissora, algum diretor um pouco mais preocupado com o conteúdo. Nada pessoal, gente.

PROIBIÇÃO

Com a maior naturalidade alguns cronistas tem comentado nas redes sociais que a equipe da ESPN Brasil está impedida de entrar no estádio do Vasco por ordem de Eurico Miranda. Não é inédito! Há vários casos no rádio. O comentarista Dé Aranha, atualmente na Rádio Globo Rio, sofre a mesma proibição. O próprio José Carlos Araújo certa vez me revelou que sofreu a mesma represália durante 1 mês. Os repórteres Bruno Azevedo e até o veterano Marco Aurélio de Carvalho já estiveram na lista negra de Eurico.

O jurídico das empresas e as entidades representativas dos jornalistas e radialistas precisam se posicionar de uma vez por todas. É inaceitável um dirigente dar esse tipo de tratamento a um profissional que trabalha em nome do interesse público. As liberdades de imprensa e de expressão, consagradas na Constituição Federal precisam ser preservadas. Que acionem o Vasco juridicamente no intuito de preservar o direito de ir e vir, e sobretudo o de informar.

COLUNA BOA

Vale a pena acompanhar a coluna do comentarista Bruno Azevedo, da Transamérica, agora também no site www.vaimaisgarotinho.com.br . Na mais recente publicação, Azevedo destaca os absurdos presenciados em São Januário no último sábado (08/07).

Qual a sua opinião?