Paulo Stein e Alberto Léo: o esporte da TV Manchete

A Rede Manchete foi pioneira em transmitir tênis e olimpíadas de inverno
Gabriel Gontijo em 20 de agosto de 2015 - 14:25 em Áudios, TV
  
  
Paulo Stein e Alberto Léo

Alberto Léo e Paulo Stein (Foto: Michel Menaei/Hipermídia Comunicação)

Rádio de Verdade continua a série de entrevistas com alguns profissionais que fizeram parte da TV Manchete. Os grandes nomes do canal se reuniram no último sábado, 15 de agosto, em um restaurante no Catete para relembrar as histórias do canal. Aproveitamos para conversar um pouco com eles. Com vocês: Paulo Stein e Alberto Léo!

Aqui falamos com Paulo Stein e Alberto Léo, ambos da equipe de esportes da emissora da Glória. Acompanhem a entrevista e ouçam o áudio logo abaixo.

Rádio de Verdade: Como foi trabalhar por praticamente uma década e meia com esportes na TV Manchete?
Paulo Stein: Em primeiro lugar, prazer por estar falando com vocês aqui. Olha, foi um período importante da minha vida profissional. Eu tinha tido já experiências anteriores com o jornal “O Estado de São Paulo” dez anos, Rádio Tupi, enfim, na TV Bandeirants Rio, que eu ajudei a inaugurar, e foi um período em que eu conheci uma família. E a razão da gente estar aqui hoje em grande parte e se reunir pela segunda vez (há quase quatro anos atrás aconteceu oprimeiro encontro) e fo um período em que a gente fez muita amizade. Conheço todo mundo, todo mundo se dá. Criou-se realmente uma verdadeira família. Ficou marcado na minha carreira e a própria Manchete também ajudou muito a mim, não é? Tendeo me projetado como narrador no carnaval, narrador de esportes em geral. Foi na Manchete que eu fiz o meu nome, criei uma importância maior na minha carreira profissional.

Rádio de Verdade: Paulo, de certa forma te causou alguma frustração profissional de não ter feito a cobertura da copa de 1994, logo a copa do tetra? Devido a todas aquelas confusões envolvendo a venda pro grupo IBF, depois a devolução pro grupo Bloch. Te causa uma tristeza em lembrar que você poderia estar naquela copa pela Manchete?
Paulo Stein: Sinceramente, não. Vou falar por que: eu tive oportunidade de cobrir várias copas e várias olimpíadas e não é uma coisa que fica marcada. A minha história, em si, dentro da Manchete me marcou muito mais do que qualquer copa que eu fiz. Eu tenho falado muito pra outros profissionais novos que têm surgido no mercado que muita gente não se lembra, por exemplo, de quem narrou a copa do mundo de 86 pela TV Globo. Muita gente não sabe. Então, isso são coisas que você só vai encontrar, se você for fazer pesquisa. Então essas coisas não são marcantes, elas não são importantes na construção profissional, no caráter de alguém. Elas servem como você apresentar um currículo. “Ah, eu narrei essa, eu fiz aquela, participei daquilo…”, mas não que ela seja importante a ponto de transformar a vida de alguém. Então, não fez falta pra mim. Não vou dizer pra você que eu não gostaria de ter ido. Eu gostaria de ter ido, mas uma coisa que não fez falta, como outras que eu não fui ou outras olimpíadas que eu não fui, entendeu? É uma passagem que acontece a cada quatro anos (estamos falando dessas duas competições), que não são fundamentais na vida profissional de ninguém.

Rádio de Verdade: Paulo, não existe Paulo Stein sem cobertura esportiva e, obviamente, sem o carnaval. Conta um pouco aqui, pro Rádio de Verdade, como foi os bastidores do carnaval de 84, aquela disputa entre Globo e Manchete. A Manchete conseguiu transmitir, deu uma surra histórica na Globo, que preferiu transmitir filmes de Hollywood?
Paulo Stein: O que ocorreu foi o seguinte: A Globo já vinha fazendo carnaval, na época em que a Marquês de Sapucaí já era o palco do desfile e todo ano se montava uma estrutura tubular pra se fazer as arquibancadas. E aí veio uma idéia do Darcy Ribeiro, que na época era vice-governaor do Brizola de construir o sambódromo com um projeto do Oscar Niemeyer, a ideia de fazer ali também (que era um projeto do Brizola). A ideia do Darcy era de pegar o carnaval e desmembrar em dois dias. Fazer o carnaval que era feito em um dia, fazer em dois dias. E essa proposta, quando foi colocada pra Globo, a Globo se recusou, dizendo o seguinte: carnaval é um dia só, claro que só no domingo, e que não existia carnaval em dois dias, e que a Globo então não faria o carnaval. Ela se achou insubstituível. Como diria o Jaquito, que era sobrinho do Adolfo, Jaquito tinha mania de dizer o seguinte: “Ô, alegria (ele chamava as pessoas de alegria), o cemitério está cheio de insubstituível”. E é uma verdade. Uma coisa assim meio agessiva, mas é uma verdade. Então a Globo se achou insubstituível. E o Brizola, que inha uma certa rivalidade política com a Globo, ligou pro Adolfo Block e ofereceu: você quer fazer? Quero! E aí o Adolfo chamou um grupo de pessoas. Nesse caso, a liderança coube ao Maurício Sherman, que era o diretor artístico, que fez “Bar Academia”, outros grandes programas da Manchete, como o lançamento da Xuxa e erc. O Sherman foi para a avenida, com algumas outras pessoas: o Mauro Costa, no jornalismo, e tal, e aí se estabeleceu como é que o carnaval ia ser feito, que era um palco inédito. Você não tinha noção daquele palco. E aí estabeleceu-se, montou-se equipe, o Sherman foi que apontou o dedo assim: “o narrador pra mim é o Paulo Stein”, aí o Adolfo falou: “mas ele é narrador de futebol”, “sim, mas eu preciso de gente que tenha improviso. Narrador de estúdio não tem improviso, e eu preciso de gente que tenha improviso. É o pessoal que faz esporte. Então, eu quero ele na narração”. Foi por indicação do Maurício Sherman que eu fui narrar o carnaval. Eu já tinha tido experiência de carnaval, mas foi por indicação dele. E aí deu certo. Um trabalho que ao longo dos anos foi se desenvolvendo. E a Globo levou um vareio. Nós demos 96. Imaina que naquela época não tinha internet, não tinha TV a cabo, só TV aberta. Nós demos 96 a 2 na Globo. Isso é histórico. A Globo hoje, quando consegue dar 30, tá batendo palma. Você imagina você levar de 96 a 2. Eles reprisaram o Roberto Carlos, de dezembro. Enfim, dançaram. Tanto é que no ano seguinte, saíram correndo atrás e voltaram a transmitir o carnaval, mesmo em dois dias. E eu já ouvi, lá na Globo, pessoas dizendo que o próprio Boni assume esse erro. Quer dizer: a gente não pode nunca duvidar da competência dos outros. E nós não podemos dar outra oportunidade de surgir uma nova Manchete. Quer dizer: o erro dele, erro do Boni, foi que deu uma força na Manchete, e é verdade. Aquele carnaval da Manchete foi o grande impulso da TV Manchete. Dali, ela passou a ser uma emissora conhecida, uma emissora que se mostou uma emissora com capacidade de se desenvolver novos projetos, aí começou a surgir as novelas, que foram um sucesso, outros programas, enfim, aí começa uma história de sucesso da TV manchete que veio parar hoje aqui nesse encontro.

Rádio de Verdade: Paulo, pra finalizar, há uns dois anos eu entrevistei o Ronaldo Rosas, e ele contou uma história engraçada envolvendo você, ele e o saudoso, falecido, Fernando Pamplona, que uma vez você falou pra ele: “olha só, a gente vai para um rápido intervalo e na volta tem mais carnaval (e o Ronaldo Rosas é Viradouro). E í na volta, ele teria feito uma piada com você em referência a escola de samba Mangueira. Você lembra disso?
Paulo Stein:: Lembro, mas não foi bem essa história não. A história não foi bem essa não. Na segunda-feira de carnaval, segunda dia de Jornal da Manchete, domingo não, não tinha o Jornal da Manchete domingo, era o Programa de Domingo. Então eu abri a transmissão 5 horas da tarde e seis horas se abria um espaço de quinze minutos para as notícias do dia. E estava ele e o Eliakim Araújo ancorando o Jornal da Manchete quando o Mauro Costa, na avenida comigo, disse: “Paulo, vamos passar para o Jornal da Manchete”. Passei, eles abriram, começaram com o noticiário. Lá pelas tantas, voltaram: vamos dar uma chegada na avenida e saber do Paulo Stein como é que está o desfile ra hoje. Aí eu peguei e falei: “muito bem, Ronaldo, o desfile tá assim…”, tinha um esquema com alguns repórteres, na concentrção, fulano traz a informação, lá na armação e tal, aqui no meio do pessoal. Fiz um ping (pong) ali com os repórteres e aí ao voltar para o estúdio, eu disse o seguinte: “muito bem, e então lembrando que ontem desfilaram tais, tais e tais escolas, e hoje tão desfilando tal, tal, tal e a Mangueira. E pra felicidade de vocês, Ronaldo e Eliakim, qe gostam, vibram muito quando a Mangueira entra. E aí os dois ficaram mudos no ar. Aí ele inverte isso, dizendo que foi ele que falou. E no carnaval seguinte, eles tentaram se vingar. Quando ele veio com essa história falando de Mangueira pra cima de mim, aí eu disse assim, não, você é vira casaca, aliás é Viradouro.

Rádio de Verdade: Alberto, conta um pouco como era a satisfção de fazer esporte pela TV Manchete?
Alberto Léo: Foi uma fase muito importante, uma fase muito boa. Quando eu entrei na Manchete, o Paulo Stein era o chefe da equipe de esportes. Aí o Paulo deixou o esporte em 86, eu assumi o esporte até o final da emissora. O Paulo continuou como locutor. E nós tínhamos dois programas diários, eram duas edições do “Manchete Esportiva”, nós tínhamos o programa “O Toque de Bola”, domingo de noite, e fazíamos também as transmissões, fizemos durante três anos, do Campeonato Carioca. Eu acho que o grande pioneiriso da Manchete, que a Manchete fez, foi que você vê hoje as TVs fazendo o treino da seleção brasileira é uma rotina, mas isso a gente já fazia em 86, há trinta anos atrás, quando a seleção do Pelé tava na Toca da Raposa e a Manchete ia transmitir os treinos em tempo integral. A gente fazia a copa total, o ano inteiro, total, até pela facilidade do horário que a programação nos dava. E fizemos também a primeira olimpíada de inverno transmitida na televisão, que foram os jogos de Albertville, no Canadá, em 1992. Então o que ficou realmente do esporte da Manchete era uma equipe muito unida, uma equipe muito boa, com dois jornais diários e nós tivemos a satisfação ainda de ter o João Saldanha nos últimos cinco anos da vida dele trabalhando com a gente diretamente e nós tivemos uma copa de 90 que eu acho que ela é um marco na televisão. Nós conseguimos colocar na mesma equipe os seguintes comentaristas: João Saldanha, o Armando Marques na arbitragem, o Falcão, primeira copa que o Falcão fez na televisão foi na Manchete, em 90 e o Zagallo. Zagallo também tava com a gente, sem contar também o Marcio Guedes, um dos maiores profissionais da televisão. Então é um momento muito importante, das copas que fizemos, das olimpíadas que fizemos, dos programas que nós fizemos. Eu acho que o carinho maior ainda fica quando você conversa hoje com as pessoas que trabalham comigo na TV Brasil, que na época que a Manchete tava no ar tinham 15, 10, 15 anos, o respeito e o carinho que elas falam da TV Manchete. O respeito e o carinho que o telespectador fala e se lembra da TV Manchete. Da sua parte esportiva, da sua parte da novela, da sua parte de jornalismo. Eu acho que infelizmente é uma emissora que ficou pouco tempo no ar, praticamente de 83 até 99, mas ela deixou muita coisa. Ela deixou excelentes profssionais, ela deixou uma programação muito bem feita, deixou uma estrutura muito boa, formou muita gente boa, infelizmente um período que acabou.

Rádio de Verdade: Você tava falando do pioneirismo da Manchete na transmissão de muitos esportes, conta como é que foi a emoção para quem trabalhava no esporte na época, de transmitir o primeiro título do Gustavo Kuerten em Rolland Garros em 1997?
Alberto Léo: Olha, aquilo era um sonho do Rui Viotti. O que nós fizemos, exatamente o tênis, junto com a Koch Tavares, uma parceria, e a Manchete começou a transmitir em 1987, dez anos antes. Então nós transmitíamos todo final de semana. Tinha jogo, na época era o Ivan Lendl, Boris Becker, John McEnroe, e o Rui Viotti sempre narrando, narrando, narrando, até chegar naquele famoso junho de 1997, quando o Guga foi campeão. Foi uma festa, e ali foi uma coisa bonita, que assim que acabou o jogo, é claro que as emissoras todas tinham pedido a imagem da Manchete e a gente já tinha até selecionado os principais trechos, o ogo acabou, no horário do Brasil, mais ou menos 11 horas da manhã, às 11:30 nós já colocamos as imagens à disposição de todas as emissoras pra poder botar o título do Gustavo Kuerten. E o mais engraçado é que quando acabou a transmissão, nós dissemos: Ruy Viotti, hoje você tem que estar no “Toque de Bola”. Ele disse: “eu vou, mas deixa eu beber um vinho, que tem dez anos que eu transmito tênis e é a primeira vez que eu transmito um brasileiro campeão”. Então, pro Rui Viotti, que era um amante do tênis, super entendido em tênis, pra ele narrar o título do Guga foi um negócio sensacional. “Eu vou beber o vinho, mas de noite eu estou lá.

Rádio de Verdade: Alberto, eu falei há pouco com o Paulo Stein: “Sente alguma frustração de não ter transmitido a copa de 94, que foi a copa do tetra”, ele falou que não. Você tem essa frustração?
Alberto Léo: Eu não vou dizer frustração, mas realmente, ficou uma decepção, né? Ficou uma situação chata, pois nós fizemos a copa de 86, fizemos 90, fizemos a olimpíada de 84, 88, 92 e havia a expectativa da copa de 94, mas os problemas da manchete que havia sido vendida, retomada, enfim, ficou chato. Foi uma pena não ter feito a transmissãoda copa, evidente, deu uma pequena frustração, sem dúvida. Foi a copa que o Brasil acabou sendo campeão depois de muito tempo, a gente vinha com uma sequência de muitas transmissões de grandes eventos esportivos. Foi chato, foi chato a gente não ter feito a copa, mas a gente entende a situação da emissora na época.

Rádio de Verdade: Conta um pouco como era a tua convivência profissional e pessoal com o João Saldanha e destaca um pouco também do profissionalismo dele que ele fez questão de ir pra copa da Itália em 90, tendo uma UTI móvel esperando ele e Roma?
Alberto Léo: Aí a gente vai falar agora, aí, horas. Primeiro, ele era uma pessoa extremamente profissional, uma pessoa que ensinava, uma pessoa que a gente tinha um profundo respeito. Quando eu digo que ele era muito profissional, vou te dar um exemplo: em 1989, a Manchete transmitia o campeonato carioca. Nós fizemos três anos: 88, 89 e 90, fizemos o campeonato carioca. Aí num sábado às seis e meia da tarde, teve um jogo Flamengo e Botafogo, que o João estava escalado pra comentar. Só que, naquele dia, ele tava com 39 graus de febre. Quando ele saiu da casa dele pra ir pro Maracanã, a Heloísa, que era mulher dele na época, disse: “João, você vai trabalhar?”, disse: “vou, eu sei que eu tô com febre, mas tá quase em cima da hora e o Alberto Léo não vai ter tempo de arrumar um outro comentarista”. Então, já um senhor, com problemas, com todo o nome dele, com 39 graus de febre, foi pro Maracanã comentar o jogo. Então hoje você vê muita gente: “tô ocm dor de barriga, dor no dedo mindinho”, tudo é pretexto para não ir, eu tô falando de João Saldanha, um grande nome da imprensa esportiva, 39 graus de febre, foi no Maracanã comentar o jogo de futebol. Isso já mostra o profissionalismo dele. Segundo: a vontade dele de fazer a copa do mundo. Então ele foi, sabendo das dificuldades, a Manchete não… (não vou dizer que a Manchete tava protelando a viagem dele), mas ele devia saber que a situação dele de saúde não era boa, conversamos com o médico dele, falamos “deixa ele ir, porque a situação dele já é difícil” e ele sentindo que ele tava dmorando um poquinho, acabou indo, depois a Manchete reembolsou a passagem e a imagem que eu tenho dele também é de um paizão. Quando eu digo paizão, minha primeira copa que eu fiz com ele foi a copa de 86 no México, então quando nós chegamos eu, o Mauro Silva, a Cuba, o João já tava lá e disse: “olha aqui, vocês tão chegando agora, então eu vou levar vocês no restaurante e vou mostrar o que que vocês tem que comer. Vocês tão aqui com altitude…”, então foi um paizão, a convvência com ele foi a maior possível. Como eu não dirijo, eu pegava muita carona com ele. Então, todo o respeito que a gente já tinha com ele, primeiro como telespectador, e ele era uma referência. Quando eu era pequeno, jovem, eu dizia assim: “poxa, eu quero ser um jornalista esportivo, e nos times de lá você quer ser um João Saldanha”. Ele era referência, aí a referência de repente trabalha contigo, de repente tá há cinco anos convivendo contigo, de repente você chefia uma equipe e João Saldanha está nessa equipe. É um negócio sensacional. Tenho as melhores lembranças dele e eu fazendo o que ele queria fazer: cobrindo uma copa do mundo, participando das transmissões, o último programa que ele fez acabou sendo comigo, foi no dia do aniversário dele, 3 de julho de 1990, quando ele completou 73 anos, aí depois, no dia seguinte, já não tava muito bem, foi internado, enfim, mas é o maior respeito, maior convvência e olha, a gente pode muito tempo ficar falando do João Saldanha aí.

Rádio de Verdade: Pra fechar, qual a principal diferença da cobertura esportiva das emissoras atuais, seja TV aberta, seja TV fechada, pra da Manchete?
Alberto Léo: Olha, evidente, você tem hoje uma facilidade que você não tinha, que você tem as TVs a cabo fazendo esporte 24 horas no ar, 24 horas por dia, 7 dias na semana, então você tem uma facilidade de programação muito maior. Quando a Manchete começou, a gente fazia olimpíada total, copa total, você tinha uma facilidade de programação que depois também a TV aberta tinha mais dificuldade, em função dos problemas comerciais, de grade comercial, grade de programação, aí você fica mais difícil. Então, na época, o que a gente pôde fazer, foi feito. Evidente que hoje, você com vários canais a cabo, 24 horas no ar, hoje a cobertura é muito maior, sem dúvida.

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